Auto-Estima



Um título bastante directo, para um assunto bastante interessante e influenciado por vários factores. Vivemos num mundo em que, cada vez mais, há pessoas com problemas de auto-estima, em que se sentem à parte, inferiores às outras pessoas. Em contrapartida, também vai havendo casos de pessoas com excesso de auto-estima, que acreditam que são mais que os outros e que nada de mal lhes pode acontecer. Isto deve-se a vários factores.

Como já falei aqui, vivemos num mundo em que se tem uma grande tendência para, por vezes, por de parte quem abraça diferentes modos de ver as coisas, ou que tem gostos diferentes daquilo que é considerado a "moda". Isto é um dos factores principais que influencia a auto-estima. Muitas das pessoas nem sequer pensam nos danos que são feitos à auto-estima das pessoas que são postas de parte, apenas porque têm gostos diferentes deles, e do que está na "moda". Não pensam como, por vezes, essas pessoas se sentem sozinhas e ficam com uma tendência enorme para se acharem inferiores aos outros, quando na realidade, apenas são diferentes, e apreciam coisa diferentes. O contrário, como referi, também acontece. Há pessoas que, por estarem sempre muito "in", são por vezes quase que idolatradas pelos outros, como uma referência, um modelo a seguir. Sim, é óptimo uma pessoa ter uma auto-estima em cima, mas o excesso de auto-estima também pode ser mau. Pode levar a pessoa a acreditar que é superior aos outros e a achar que nada lhes pode acontecer, como referi acima. Isso trata-se de uma ilusão. Ninguém é melhor que ninguém. E já se diz, há muito tempo, quanto mais alto se sobe, maior a queda.

Há mais factores que mexem com a nossa auto-estima. A personalidade tem alguma influência. Há pessoas que simplesmente têm mais facilidade em "ir abaixo" que outras. Claro que a personalidade é algo que se cria desde pequeno com a nossa família e as nossas vivências, portanto pode-se afirmar que a família e um factor também importante na nossa auto-estima. A família é a base para tudo aquilo que pretendemos obter na nossa vida. Se tivermos uma família que nos apoia, que não nos deixa faltar nada, é muito mais fácil ter uma auto-estima mais alta, e sentirmo-nos mais aptos para enfrentarmos os nossos problemas. Quando esta base fulcral nos é retirada, é muito difícil acreditarmos em nós e sentirmo-nos capazes de fazer algo.

As pessoas com quem nos damos, no dia-a-dia, também são de vital importância. Os nossos amigos têm uma importância na manutenção da nossa auto-estima quase igual à da nossa família. Os nossos amigos são aquelas pessoas que acreditam em nós, nas nossas capacidades e que nos fazem sentir capazes de enfrentar tudo aquilo que nos atormenta, mesmo quando estamos mais em baixo. Mesmo que sejam poucos, desde que sejam bons, é o que interessa. Bons amigos são meio caminho andado para uma auto-estima saudável!

O inevitável tema do amor também é algo que influencia a auto-estima. Não devias, mas fá-lo, infelizmente. Quando temos uma relação estável, a vida, e a nossa auto-estima, é um mar de rosas. Não há nada tão estimulante como uma relação estável e estarmos com alguém de quem gostamos. O problema aqui surge quando somos rejeitados, ou traídos/trocados. Quando uma destas acontece (e, claro, dependendo também da pessoa, porque cada pessoa tem a sua maneira diferente de sentir estas coisas), a nossa auto-estima desce, bastante. No caso da traição/troca, ficamos sempre a pensar o que é que a outra pessoa tem a mais que nós para que o nosso parceiro/a passe a gostar dela. Sentimo-nos inferiores a essa pessoa. Uma estupidez, é verdade, mas é o que acontece muitas vezes. Já na rejeicção, também nos sentimos inferiores, mas de uma forma diferente, mas igualmente erradíssima. Sentimos que não somos suficientemente bons para a pessoa que gostamos, sentimos que não merecemos ser feliz, ou que não temos o mesmo direito ao amor que os outros... Como disse, algo que não faz sentido, e que, alguns de vocês poderão pensar "ninguém pensa assim...". Acreditem, há muita gente que pensa assim, infelizmente. Ninguém é mais, ou menos, que ninguém. Todos nós temos o mesmo direito ao amor, a ser felizes. Se uma pessoa nos abandonou, ou não quis ter uma relação connosco, sim, é triste. Mas isso não nos tira nenhum direito, isso não nos faz uma pessoa com menos qualidades que as outras. Apenas não correspondemos ao que a outra pessoa gosta de ver num parceiro. Mas tal como essa pessoa não aprecia as nossas qualidades, há quem as aprecie, basta não desistir, há alguém à espera de uma pessoa exactamente como nós, e que provavelmente nos fará bem mais felizes!

A auto-estima baixa pode-se tornar num ciclo bastante mau. Faz-nos cada vez pensar pior de nós mesmos, faz com que cada vez gostemos menos de nós mesmos. O maior perigo para uma pessoa com auto-estima em baixo é ela própria. Mas esse ciclo pode ser facilmente quebrado, fazendo coisas que nos dão prazer, que nos fazem ver que somos pessoas iguais a todas a todas as outras, com qualidades e defeitos. Sair com os amigos, divertirmo-nos... Até mesmo sair sozinho, para espairecer... Conhecer gente nova! Há muitas maneiras de evitarmos entrar nesse ciclo, e, para quem já se encontra nele, até mesmo para sair dele. É preciso é coragem, força. Não pensem que não conseguem. Toda a gente consegue. Pode ser difícil, por vezes, mas faz-se perfeitamente. Para que os outros gostem de nos é preciso que, acima de tudo, nós gostemos de nós mesmos. E ninguém é feliz sem gostar de si mesmo.

Todos temos as nossas qualidades e defeitos, todas as pessoas são diferentes, mas ninguém é melhor ou pior que os outros. Nunca se esqueçam disso. Não se deixem ir abaixo, e não se esqueçam, há sempre maneiras de evitarmos uma descida repentina da auto-estima! Não estão sozinhos! Não desistam!

Cumprimentos a todos.

Novo link, e "novo formato"!

Bem, é só para avisar que blog mudou o link e o formato. O formato já não é novo, pois ultimamente já tenho vindo a fazer posts nos quais escrevo aquilo que penso, acho e sinto acerca de muitas coisas. O link mudou para reflectir essa mesma mudança, porque este blog vai passar a ser um local onde escrevo tudo aquilo que me apetece escrever, e que me surge na cabeça.

Esperem um novo post para breve!

Cumprimentos a todos!

É difícil crescer...

Pêra, 2007
Panasonic Lumix FX10


Como devem ter reparado, tenho andado a fugir um pouco à tendência que tem sido habitual no meu blog. Isto deve-se ao facto de que decidi que, para além de mostrar algumas das minhas fotos e simplesmente comentá-las, também poderia mostrar algum do meu conteúdo escrito, falar sobre a vida, sobre a actualidade, sobre aquilo que acho que devo falar. E vai passar a ser assim o formato do meu blog. Espero que gostem. Foto duma caravela feita em areia. A caravela é um dos meus "símbolos" preferidos, representando, para mim, a aventura, o navegar rumo ao desconhecido, a coragem.

É difícil crescer. Digo isto porque o sei, de experiência própria, e porque muitos de vocês também já passaram pelas fases do crescimento, como seres humanos que são. Mas a dificuldade vem, a maior parte das vezes, do factor psicológico. A idade muda, o corpo muda, a mentalidade muda, os interesses mudam. A cada fase da nossa vida é nos dada cada vez mais e mais responsabilidade sobre os nossos actos, e é pedido de nós cada vez mais tarefas, e mais complexas. Há quem se adapte a isso facilmente, há quem tenha mais dificuldade. Quando somos crianças, a vida é só brincadeira (tirando a hora de fazer os trabalhos de casa). Muitas vezes olhamos para trás e pensamos como eramos felizes na altura.

Chega a adolescência. O interesse pela brincadeira, ou, pelo menos, o mesmo tipo de brincadeiras, é completamente diferente. Começa o crescimento físico mais acentuado, as hormonas começam a "fervilhar" dentro de nós, começa a aparecer o interesse sexual. Nesta idade a mentalidade muda bastante. Começamos a definir a nossa própria personalidade, começamo-nos a aperceber que nos é já requerido um certo grau de independência. É nesta fase que surgem algumas dificuldades, pois nem sempre é fácil adaptarmo-nos a uma vida planeada em tudo para nós, para uma vida em que temos que ser nós a planear uma parte dela. Há muita gente que tem bastante dificuldade com isto, não consegue lidar com a pressão que lhes é posta pelos pais, pelos colegas e amigos, pela sociedade em que vivemos.

Depois vem a passagem para a idade adulta. Nesta idade é nos requerido um grau de total independência. Passamos a ser responsáveis pelos nossos próprios actos, pela construção da nossa vida e do nosso futuro. Esta é, talvez, a fase mais problemática do nosso crescimento como ser humano. Sim, já nos era exigida alguma independência na adolescência, mas sempre que algo corria mal, havia quem nos socorresse, quem se responsabiliza-se por nós. Tinhamos sempre um futuro à nossa espera, já minimamente planeado. Na idade adulta é diferente. Sim, temos quem nos ajude quando estamos em problemas, mas não é a mesma coisa. Há sempre problemas que só nós podemos resolver. Começa-se a dar mais importância a sentimentos, ao nosso percurso académico/profissional, ao nosso futuro. A dificuldade nisto advém quando este tipo de coisas nos corre mal, e nos sentimos desamparados e sem futuro. Estar a tirar um curso superior, e este correr-nos mal, faz-nos pensar no que poderá ser de nós se não o conseguirmos completar, que futuro será o nosso, senão um de infelicidade. O mesmo a nível sentimental. Tudo bem para aqueles que têm alguém com quem partilhar o seu amor e afecto. Mas e aqueles que não têm? Sentem-se na mesma desamparados, sozinhos, com muito para dar e ninguém disposto a receber. E depois vem, novamente, o medo do futuro. O medo de passar uma vida "sozinho", sem ninguém com quem partilhar tudo aquilo que se tem para dar.

É difícil crescer, para uns mais, para outros menos. Podemos por vezes ver pessoas que não têm nenhuma dificuldade neste processo, pois, felizmente, tudo lhes corre bem. E olhamos para nós, vemos como, por vezes, as coisas nos correm mal, e pensamos que isso se pode dever ao facto de sermos mais fracos, ou inferiores. Uma estupidez. Li recentemente numa revista uma frase muito interessante, dita por uma pessoa mencionada na Bíblia, São Paulo, que diz "Quando sou fraco, aí é que sou forte". E é verdade. A verdadeira força duma pessoa encontra-se nos momentos maus, nos momentos difíceis do nosso crescimento, quando nos achamos sem futuro. Não são fortes aqueles que não sofrem estas incertezas e dissabores. São fortes sim aqueles que as sofrem e as superam. E depois de superarem, acreditem que a vida vos dará um futuro brilhante! Não desistam, nunca!

Cumprimentos a todos os "fortes" deste mundo.

Porque choras, coração?

Oura, 2008
Panasonic Lumix FX10


Porque choras, coração? O que se passa contigo? A vida não te corre bem? Conta-me lá, então...

Porque choras, coração? O trabalho não te corre bem? Maus resultados? Estás a pensar em desistir? Já pensaste que, o facto de o trabalho não te correr bem, quer dizer que, pelo menos, tens trabalho? Tens trabalho, recebes a tua recompensa por esse trabalho... Quanta gente gostaria de poder dizer isso, hoje em dia? Não desistas, meu amigo. Luta! Organiza uma estratégia para passares a ter bons resultados! Pede ajuda a quem te pode ajudar nisso! Vais ver que consegues! Força! Mas então diz-me lá...

Porque choras, coração? Amor? Pois... Amor é sempre um assunto complicado... Porque não depende só de ti, como sabes. E, como tal, não vale a pena dares-lhe assim tanta importância. Porquê sofrer em demasia por algo que não depende só de ti? Sobre o qual não podes fazer nada? Pois é... Custa... Dói... Dói quando se gosta de alguém mas esse alguém não gosta de ti... E por vezes gostam de pessoas que só lhes querem mal, mas, como já disse, que podes fazer? Pode parecer que essa pessoa, neste momento, seja como que a pessoa mais perfeita do mundo, mas, tu sabes, tão bem quanto eu, que isso é apenas aparência, uma ilusão que tu criaste. Existem muitas pessoas especiais no mundo, e dispostas a aproveitar o que essa pessoa perdeu. Porque sim, a maior perda é dela, não tua. Perdeu a oportunidade de viver uma relação que poderia ser única. Não chores mais, levanta a cabeça e segue em frente. Há mais pessoas especiais por aí, quem sabe até mesmo à procura de alguém como tu! Não desistas! Então...

Porque choras tu, coração? Gostavas de ter coisas que não tens? Sentes-te inferior porque achas que não tens os mesmos direitos que os outros? Então, coração, eu pergunto-te... Tens saúde? Já pensaste nos que estão doentes, alguns até mesmo à beira da morte? Como é que há pessoas doentes, com doenças terminais, que conseguem sorrir, e tu, cheio de saúde, não o fazes? Tens amigos? Já te apercebeste do dom único que é o facto de teres amigos? Pessoas que se preocupam contigo? Pessoas que te ajudam quando precisas? Já pensaste naquelas pessoas que não tem amigos? Aqueles que, por vezes, só conhecem pessoas que se aproveitam deles, e que os atraiçoam à primeira oportunidade? Tens uma família estável? Já pensaste naqueles que sofrem diariamente, porque a família deles não se entende, e que se encontra dividida nas suas pequenas "guerras"? Já imaginaste o quanto custará ter os alicerces da nossa felicidade, a nossa família, desentendida? Tens casa, comida e roupa? Já pensaste nos que vivem na rua, a apanhar chuva, que às vezes passam dias sem comer, sempre com a mesma roupa vestida ou, por vezes, quase sem roupa? Já pensaste na sorte que tens em teres tudo aquilo que tens? Uma casa onde viver, uma cama para dormir, várias refeições por dia, roupa para vestir? Pois é, meu amigo.

Por tudo isto coração, te digo: não desistas! A vida é uma aventura imensa, como aquelas das histórias que te contam em criança, em que os heróis tentam chegar à ilha do tesouro, mas até lá têm que enfrentar vários obstáculos e lutar! Os problemas pelos quais choras são nada mais nada menos, que esses obstáculos! E se tu não desistires, lutares, e seguires com a tua vida, e não vê-la passar, vais ver que tudo corre bem e que também tu, coração, chegarás à ilha do tesouro. Por isso, diz-me...

Porque ris, coração?