E agora, de quem é a culpa? Dos Danoninhos!




E cá vai mais um post. E neste post, vou falar sobre uma teoria (aviso já que não tão séria quanto a anterior), na qual eu pensei bastante à uns anos atrás e acabei por a formular. Chamei-lhe "Teoria do Danoninho". Aviso já que, neste post, vou dar mais exemplos no que diz respeito a raparigas, visto que sou rapaz, mas o mesmo também se aplica a rapazes. Passo a explicar:


Temos de ser francos: Quantos de nós não reparámos já numa rapariga que, eventualmente, conhecemos, bonita, bem feitinha, muito atraente, olhamos e pensamos para nós "Hum... Há-de estar na casa dos 18-20, com aquele aspecto e consituição...". Mais tarde, vamos a saber, tinha apenas 15 anos. Muitas vezes damos por nós a pensar "Bem, não me recordo de as minhas colegas, com aquela idade, serem assim tão bonitas e com tão bom aspecto". Às vezes até começamos a duvidar da nossa "sanidade mental", de olharmos para tanta rapariga com tão bom aspecto, que nos parecem sempre muito mais velhas, mas que na verdade acabarem de entrar, muitas delas, para o ensino secundário! Suponho que, para os rapazes, também possa acontecer o mesmo, mas como acabei de referir, sendo eu rapaz, não posso falar muito desse lado.


A questão é que este tipo de coisas acontece cada vez mais. Cada vez mais vemos raparigas mais novas bastante desenvolvidas para a idade, o que faz com que cada vez mais rapazes mais velhos se "atirem" a raparigas mais novas. Este aparecimento de tais adolescentes, já com aspecto de quase adultos, é um fenómeno inexplicável, que já muitos se debateram com este tema e nunca elaboraram uma teoria para explicar o mesmo. Mas, após algum pensamento, eu desenvolvi uma teoria credível (ou talvez não) para o explicar.


Apresento-vos, caros leitores, o Danoninho.


O Danoninho é o já famoso e massificado produto, fabricado com outros nomes por outros fabricantes que não a Danone, que todos conhecemos. Ajuda-nos a crescer, devido à enorme quantidade de nutrientes que possui que ajuda as crianças a crescerem mais fortes e saudáveis. Toda a gente o conhece, tem vários sabores, várias marcas, mas tudo se baseia no mesmo princípio.


Não me recordo exactamente em que ano apareceu o Danoninho, mas já tem alguns anos. No entanto, à uns anos atrás, quando eu era criança, não era o produto massificado que é agora. Teve muita adesão inicial, mas nem toda à gente os comia. No entanto, neste momento, o Danoninho é um produto quase imprescindível na alimentação dos mais pequenos, que começam a ser alimentados com grandes doses diárias do mesmo por dia, mal começam a conseguir comer bem. A minha geração só começou a ter o Danoninho, já eu tinha uns 8-10 anos. Hoje em dia é logo aos 2 anos, se for preciso, que começam a comer aquilo.


E é nesse princípio que se baseia a minha teoria. Não vêm a relação entre o aparecimento destas raparigas (e rapazes) precoces e os Danoninhos? É simples! As raparigas da minha idade, claramente, apesar de haver algumas excepções, não eram tão desenvolvidas pelo facto de que, tal como eu, quando o Danoninho foi lançado, não era um produto que fazia parte quase obrigatória das nossas dietas alimentares. No entanto, as crianças que tinham menos 4-5 anos que nós, começaram a comer aquilo logo desde pequenas, o que fez com que o Danoninho contribuísse mais no crescimento deles do que no nosso. Daí se explica quando nós, com 17-18 anos, viamos raparigas a entrar para o 10.º na nossa escola secundária e reparávamos logo "Uau, olha aquela aluna nova do 10.º! Mesmo gira, bem melhor que muitas do nosso ano!". Seria de esperar, portanto, que, quanto mais os anos avançassem, mais o Danoninho ia fazer parte da dieta das crianças, cada vez mais novas, o que iria proporcionar um desenvolvimento mais precoce ainda das mesmas. E se na altura, quando tinhamos 17-18 anos, já achavamos que raparigas/rapazes de 15 anos estavam a ficar mais desenvolvidas/os, as/os raparigas/rapazes que hoje em dia têm 15 anos, visto que começaram a comer Danoninhos ainda mais cedo do que nós, e ainda mais cedo que os que eram 3-4 anos mais novos que nós, mais desenvolvidas/os são. E é daí que se explica o facto de hoje em dia eu ver raparigas que, mais tarde, venho a saber que têm 15 anos, e que são muito mais desenvolvidas e, digamos, bem feitinhas do que muitas caloiras, e até mesmo veteranas, de algumas faculdades.


Bem, e aqui fica a apresentação da minha "Teoria do Danoninho". Espero que faça sentido para vocês, ou que pelo menos tenham achado piada. Estou aberto a comentários, críticas, sugestões e opiniões que me queiram fazer sobre esta teoria.


Cumprimentos a todos!

A Culpa é dos Morangos!




Olá pessoal! Depois de umas semanas atribuladas de trabalho, arranjei tempo para fazer um novo post! E para este post, vou-me estrear na crítica semi-cómica.

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou uma pessoa que gosta bastante de inventar teorias. Algumas completamente descabidas, outras que, apesar de tenderem para o cómico, fazem algum sentido. Esta é uma delas.

Dei por mim à dias, durante uma viagem de carro, a ouvir um programa de rádio, na Antena 1, com o professor Júlio Machado Vaz, de nome "O Amor É...", que é uma rubrica sobre amor, sexualidade e psicologia. Nesta rúbrica foram revelados dados sobre um estudo realizado em várias escolas portuguesas sobre os jovens adolescentes e o sexo. Segundo esse mesmo estudo, do que me lembro, concluiu-se que cerca de 50% da população de alunos do secundário, no final do 12.º ano, era virgem. Dos outros 50%, ou sejas, os que já tinham tido relações sexuais, as idades em que a maior parte deles se iniciou na vida sexual foi, nos rapazes, aos 14 anos, e nas raparigas aos 15 anos. Ou seja, segundo o Prof. Júlio Machado Vaz, a idade tinha descido bastante. Antigamente os jovens iniciavam-se na vida sexual mais tarde. Em contrapartida, os jovens encontravam-se bastante mais informados quanto ao uso do preservativo como medida de prevenção ao contágio das chamas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

A juntar a isto, menciono um artigo muito interessante, que já tem alguns meses, sobre as famosas festas que acontecem bastante em Cascais, não estou a falar das festas "secretas" dos ricos que são anunciadas nas revistas cor-de-rosa, mas sim as festas, mencionadas na revista "Sábado", salvo erro, de jovens adolescentes, que se juntam para bebedeiras, drogas e sexo. O que têm de mal estas festas? Nada, quer dizer, as pessoas têm a liberdade de fazerem o que quiserem. Mas o que me espantou neste artigo foram os testemunhos de raparigas e rapazes, mas neste caso duas raparigas em especial, não identificadas, que já tinham frequentado festas destas. Um delas de 12 anos, que já tinha praticado sexo com alguns rapazes de idades 15-17 anos nessas festas, e uma rapariga de 14 anos, que já tinha tido relações sexuais nessas festas com vários rapazes ao mesmo tempo. 12 anos? Com 12 anos jogava eu Pokémon para o Game Boy e Magic: The Gathering! Ia-me lá lembrar eu de beber o Whisky que o meu Pai tem no armário e convidar as raparigas da minha turma para uma festa de drogas e sexo e bebedeiras! Nós queríamos era jogar à bola e videojogos! Quanto ao exemplo da rapariga dos 14 anos, bem... Algumas colegas minhas do 9.º já saíam à noite aos 14 anos e tinham as suas curtes... Mas nada de sexo com mais que um rapaz, penso eu...

É notável a diferença de mentalidades que eu vejo em tão pouco tempo. O que me levou a pensar o que seria a causa de tudo isto. E sem ser preciso pensar muito, cheguei a um ponto comum em tudo isto, e que pode muito bem ser a causa de tal mudança de comportamentos: a série da TVI, Morangos com Açúcar.

Nada contra a série. Acho-a uma "escola" muito boa para a formação de futuros actores e actrizes para o teatro, cinema e televisão portugueses. E as primeiras séries eram muito boas e bastante educativas e, por assim dizer, "soft". Mas de há uns tempos para cá, penso que as séries foram perdendo-se pelo caminho. Nunca fui espectador assíduo desta série, mas vou vendo alguns episódios pontualmente. Recordo-me particularmente de dois casos engraçados, que passo a relatar:

Caso 1 - Um rapaz e uma rapariga, que sempre gostaram um do outro, decidem declarar o seu amor. Vira-se o rapaz "Sabes, sempre tive um fraquinho por ti. Sempre quis estar contigo, não tenho olhos para mais ninguém". Ao que a rapariga responde "Eu também. Adoro-te tanto". Responde o rapaz "Queres namorar comigo?". A rapariga diz: "Sim!"... Faz-se uma "cut scene" para outro sítio. Quando se volta para o sítio onde este recém-casal que acabou de declarar agora mesmo o seu amor, vê-se uma cena em que eles são interrompidos por outra pessoa que morava naquela casa, no meio duma relação sexual.

Caso 2 - Um grupo de rapazes e raparigas, que na séries supostamente terão entre os 10 e os 12 anos, a jogarem verdade ou consequência. Calha como consequência a um beijar uma rapariga, ao que o rapaz diz "Mas eu... não sei beijar uma rapariga!" ao que os outros se riem e dizem "Ahah! Nunca beijou um rapariga!".

Bem, agora passo a dizer o que acho de cada caso. Em primeiro lugar, antes de comentar o 1.º caso, devo referir que não sou contra a prática de sexo numa noite em que se saía para uma discoteca, se conheça alguém que nos suscita desejo, e se vá para a cama com ele. Como já disse, cada um sabe de si. Mas o caso 1 não se trata disso. No caso 1 são duas pessoas, que gostavam uma da outra, não sabiam, declaram-se e... Pimba! Como é gaja? 'Bora festejar para a caminha? Oh yeah!... Bem, corrijam-me se estiver enganado, mas... Eu penso que as coisas na realidade não são bem assim. Ou pelo menos não o eram. Mas com exemplos destes na televisão, a "banalização" do sexo é cada vez maior.

Em relação ao caso 2, bem, lá vem novamente o factor da idade. Um rapaz/rapariga com 10-12 anos só quer é brincadeira. Pensar já em beijar raparigas? Sim, talvez pensem, mas não é coisa a que dêem muita importância. Pensarem em sexo, como a rapariga que mencionei do artigo da revista? Enfim... Com exemplos destes na TV também... Não admira. Aos 12 anos estão as raparigas a começar a desenvolver a sexualidade, bem como alguns rapazes. Repito, a começar! Os rapazes chegam inclusivé a começar mais tarde!

Os Morangos com Açúcar, neste aspecto, não dão só estes exemplos que eu considero maus. Também há os bons, normalmente a promoção do uso do preservativo, entre outros. Mas penso que a recorrência a cada vez mais cenas de sexo, por vezes cada vez mais explícitas, com personagens cada vez mais novas e de uma forma que não acontece na realidade, está a dar uma ideia errada do sexo aos mais novos, e está não só a fazer com que iniciem a vida sexual cada vez mais cedo, como está também a banalizar cada vez mais o sexo.

Devo referir, novamente, que não sou nada contra uma curte que termine em relações sexuais, ou que sou daquelas pessoas que diz que só deve haver sexo quando duas pessoas se amam profundamente (tipo novelas a representar idades antigas, sexo só depois do casamento... E mesmo assim...). Mas penso que o sexo, numa relação, é um passo importante que se toma. O sexo é a forma máxima de demonstração do sentimento que se tem por uma pessoa, o chamado "com o meu corpo te venero" (não me recordo onde li isto). E, portanto, sou contra a banalização do mesmo, e contra as coisas que o tentam banalizar. E com isto, termino, dizendo...

... A culpa é dos Morangos!