Em busca do caminho da felicidade - Conclusões



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

De regresso a casa, e depois de tanto pensar nos problemas que tenho, dou por mim a pensar "O que é que aprendi com tudo isto?", "O que é que eu posso fazer?", "Que atitude deve tomar de agora em diante?".

Pergunto-me o que é feito do caminho da felicidade. Porque é que me perdi dele? Porque é que não o encontro. Ou porque é que ele não quer que eu o encontre. Não passei já por problemas que cheguem? Não tive já a minha dose de sofrimento? Será que tenho de passar por mais ainda para poder encontrá-lo? Ou será que, ao longo da minha vida, fiz algo de tão errado que agora esteja a sofrer uma espécie de "castigo divino"? Será pedir muito o querer ser feliz? Será pedir muito o querer encontrar-te felicidade?

No meio de tanta pergunta, de tanta frustração e desespero, dá-me, por vezes, vontade de fugir, de desistir de tudo, de desaparecer.Mas é nessas alturas que ouço, dentro da minha cabeça, algo a sussurrar "Luta!", "Não desistas!". De onde vem esta voz, este pensamento?

A verdade é que, pensando um bocado, chego à conclusão que essa voz tem razão. A vida é longa para algumas coisas, e curta para outras. Não se pode perder tempo a pensar no que correu mal, nos problemas que se têm. Sim, é inevitável pensar nisso durante uns tempos, mas temos que, o quanto antes, começar a pensar no que fazer para os resolver, para os evitar para a próxima. E não nos podemos desmotivar nem deixar ir abaixo por causa desses obstáculos. Temos de lutar pelos nossos objectivos e sonhos. Não podemos desistir. Temos que lutar, quer na escola, quer no trabalho, pelos nossos objectivos, por melhores notas, por subir na carreira. Não podemos desistir da vida, dos nossos amigos, das pessoas e das coisas que antes nos davam prazer e que, devido aos problemas, parece que deixaram de o dar. Não podemos desistir do amor, por mais magoado que esteja o nosso coração. Só existe uma coisa que pode curar as feridas do amor, e essa coisa é também o amor. Parece estranho e contraditório, mas é a verdade. Não falo do caso típico de "para curar um amor, tem de se arranjar outro". Não falo do amor romântico, mas sim do amor como sentimento generalizado. O amor pela família, e por todas aquelas pessoas que nos são queridas. E descobri isso a partir dos amigos mais chegados que tenho. Nestas fases difíceis, em que sentimos que o mundo nos virou as costas e que ninguém quer saber de nós, o único recurso que nos pode salvar são os amigos. Fazem-nos sentir amados, queridos, fazem com que nós descubramos e/ou relembremos que, afinal, somos importantes para alguém e que estamos neste mundo para fazer algo, e que afinal ele não nos virou as costas, mas está sim a dar-nos uma lição que poderá ser importante para a vida.

Sabem que mais? Finalmente percebi. Percebi que não vale a pena procurar um caminho para a felicidade, porque não existe nenhum feito. O caminho para a felicidade tenho de ser eu a construir, pouco a pouco, lutando pelos meus sonhos e não desistindo perante os obstáculos. Esse sim é o caminho da felicidade. Não algo que se busca, mas que se constrói.

E assim começa a construção do meu caminho para a felicidade.

E assim acaba esta história. Espero que tenham gostado e obrigado pela leitura e comentário. Cumprimentos a todos.

Em busca do caminho da felicidade - A escolha errada para uma fuga..



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Enquanto continuo a minha caminhada, relembro-me novamente daquilo que correu mal. Como já havia pensado, todo este problema de "falta de futuro" originado pela faculdade, fez-me tentar fugir para outras coisas que, de certa forma, me dessem algo em que acreditar. Se a nível académico/profissional não estava bem, porque não tentar assegurar um futuro em termos emocionais? Parecia algo a tentar, apesar de o meu historial não ser dos melhores, não porque nunca tivesse tido pessoas interessadas numa relação mais íntima comigo, porque já tive, mas nunca fui do género de ter uma relação com uma pessoa só para, digamos, aproveitar o facto de ter alguém que gostasse de mim. No fundo, ainda sou um romântico. E gosto de o ser. Mas, como disse, parecia tentador, mas só mais tarde me apercebi da estupidez que cometi. Infelizmente, foi um pouco tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Tentar assegurar um futuro numa coisa que nunca dependeu de mim é pura estupidez. Mas fi-lo, e aprendi da maneira mais difícil.

A minha vida amorosa pode-se resumir, na sua grande parte, a duas palavras: não correspondido. Não foi o que aconteceu em todos os casos, felizmente, mas numa boa parte deles, infelizmente. Se a faculdade foi o "combustível" para a fase mais complicada da minha vida, posso dizer que a vida amorosa e os seus desaires foram aquilo que iniciou a combustão.

Apaixonarmo-nos por uma pessoa é, como diz uma música da qual eu gosto muito:

"Falling in love could be the first thing,
Falling in love could be the worst thing."

E é verdade. O apaixonarmo-nos por uma pessoa pode ser o primeiro passo para uma futura relação amorosa. E pode ser a pior coisa que existe no mundo. O amor tem tanto de gratificante como de arrasador. É capaz de nos tornar a pessoa mais feliz do mundo, tal como é capaz de, por vezes, fazer-nos sentir como se a vida, por momentos, já não tivesse grande sentido.

O sucesso que tive deu lugar a boas lembranças, que ficaram guardadas. Mas não foi o sucesso que me causou estes problemas. Foi o insucesso, ou, chamemos-lhe, amor não correspondido, do qual, infelizmente, já tenho alguns exemplares na colecção.

O amor não correspondido é um sentimento de perda como outro qualquer. Há quem diga que fins de relações, namoros e traições são piores e custam mais. Não concordo. São sentimentos diferentes, que levam a reacções diferentes mas que, no fundo, são todos o mesmo sofrimento. O sofrimento por amor.

É incrível a rapidez com que nos apaixonamos, com que pegamos na pessoa amada e a colocamos rapidamente no pedestal mais alto da nossa consideração. Pensamos nessa pessoa a todo o instante, fazemos tudo por ela, dedicamo-nos a ela ao máximo, damos o nosso melhor para conquistá-la, para lhe agradar, para fazer ver o quanto gostamos dessa pessoa e o que ela significa para nós. Estar apaixonado é um encher repentino daquele vazio que se encontra no coração, dá-nos vida, dá-nos esperança. Ficamos tão felizes que julgamos que não há nada que não possamos enfrentar, nada que não possamos derrotar, até que... "Eu gosto de ti, mas como amigo..." ou "Não quero nenhuma relação contigo, desculpa."... Pois é, parece que, afinal, há coisas que podem derrotar aquilo que sentimos. E o facto de a pessoa não corresponder aquilo que sentimos é uma delas. E depois disto, começa o processo difícil de esquecimento. Incrível como é rápido apaixonarmo-nos, e tão lento esquecermo-nos do que sentimos por aquela pessoa. Quando nos apaixonamos, está um escadote no pedestal, para subirmos até lá acima e pormos essa pessoa lá. Mas quando temos que esquecer a pessoa, vamos até ao pedestal, para a tirarmos de lá, e reparamos que o escadote... Desapareceu. E temos de procurar um.

O que é que uma pessoa sente quando sabe que o seu amor não é correspondido? Boa pergunta. O que é que sentes se a pessoa de quem gostas não está interessada em algo mais? O que é que sentes se essa pessoa não está interessada em retribuir todo o carinho, amor, atenção e dedicação que lhe deste? O que é que sentes se tivere um coração cheio de amor para dar, e essa pessoa simplesmente não o quer receber? Revolta? Tristeza?

Eu sinto frio. Sim, frio. Sinto frio no meu coração. Sinto que o Verão acabou de repente, e que o Inverno se apoderou de mim. Que tenho eu de errado? Que fiz eu de mal? Porque é que tenho tanto para dar, de livre vontade, e essa pessoa não o quer receber? Parece que uma parte de nós morre. E aquilo que antes estava cheio de vida, de amor, de paixão por uma pessoa, esvazia-se completamente. E o que é que lá fica dentro? Tristeza. Revolta.

Uma agravante deste tipo de sofrimento é quando a pessoa que não nos corresponde arranja uma outra pessoa para uma relação a dois. A tristeza e a revolta são maiores, não pelo facto dessa pessoa ter alguém, mas porque nos pomos a pensar "Porquê ele e não eu?". "O que é que ele tem que eu não tenho?". "O que faz dele tão especial para merecer o amor dela e eu não tenho?". O grave é quando começamos a ter pensamentos de inferioridade, quando começamos a achar que a outra pessoa é melhor que nós, que nós simplesmente não somos merecedores... Errado. As pessoas não são mais ou menos que as outras, e eu sei disso. Somos diferentes, por mais pequeninas que as diferenças possam ser por vezes. Mas sim, são pensamentos que nos surgem nestas alturas e nestas ocasiões.

Este tipo de coisas nem sempre são "más". Muitas vezes, quando já somos amigos da pessoa em questão, estas situações servem para fortalecer por vezes a amizade, após algum tempo de recuperação, claro. Mas isto também tem um pouco de contraditório. O amor não correspondido do tipo "gosto de ti, mas como amigo" é o mais revoltante de todos. Não o mais triste, mas aquele que, por vezes, mais revolta. Porquê? Simples. A base essencial para qualquer relação a dois, é a amizade. Se não há uma relação de amizade intíma entre duas pessoas, essa relação está, desde logo condenada. Então e, se já somos amigos, e amigos muito próximos, porque é que não quer nada comigo? O que foi que fiz mal? O que é que tenho de mal? A nossa relação já tem as bases, porque é que ela não quer avançar para um nível superior? A verdade é que sim, a amizade é uma base importante, mas por si só não chega para criar uma relação amorosa a dois. Quando duas pessoas já têm uma relação de amizade próxima e duradoura, é mais difícil mudarem o que sentem, por vezes. É fácil criar amizade através do amor. Mas difícil criar amor pela amizade, porque, para a pessoa que não nos corresponde, nós já estamos arrumados no cantinho dos amigos, e sair de lá é algo muito difícil. Depois vem, nestes casos a situação ambígua de manter a amizade. É óptimo, depois de um abalo destes, poder manter-se uma amizade, pois há muita gente que termina toda e qualquer relação depois de uma situação destas. Mas também é muito mau, pois atrasa aquilo a que eu chamo o processo de recuperação. Não o torna impossível, não de todo, mas dificulta-o. Faz com que a tristeza e a revolta durem mais. É podermos estar com essa pessoa, sentirmo-nos na mesma bem quando estamos com ela e chegarmos a casa e pensarmos o porquê. Porque é que não dá nada? É uma espécie de tortura, diria. Estarmos com aquela pessoa e, a cada palavra, a cada contacto com ela surgir-nos na cabeça "sabe tão bem... mas não vou ter mais nada com ela". E, em alguns casos, vêr essa pessoa nos braços de outra. Parece que nos estão a pegar no coração, já por si dorido de toda esta tortura, e o espezinhassem mais um bocadinho. Pode custar mais esquecer alguém e manter uma amizade, mas é possível, e acontece muitas vezes, mas é assim que, por vezes, se ganham verdadeiros amigos. Já aconteceu comigo algumas vezes e fiquei com grandes amigas no processo. Já dizia o ditado: "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar."

O que eu aprendi com isto? Que não posso tentar resolver a minha vida com algo que não depende só de mim. Aprendi que o amor é algo muito bom, mas que gosta muito de nos pregar partidas. Mas essas partidas só servem para nos tornar mais fortes. Por mais magoados que sejamos, por mais não correspondidos que sejamos, temos que acreditar no amor. Esta pessoa não quis o nosso amor? É triste, sim. Doi muito, é verdade. Mas não se pode desistir do amor. Há alguém, por aí, que quer o nosso amor, o nosso carinho, a nossa atenção, aquilo que outros não quiseram. E nesse dia, lembramo-nos do sofrimento que passámos e rimo-nos dele.

Faz-se tarde. Dou meia volta e inicio o caminho de regresso a casa. E assim continua esta nova etapa da minha vida.

Em busca do caminho da felicidade - Onde o problema começou...



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Levanto-me e desço a rua. Observo as pessoas, no seu quotidiano, cada uma ocupada com as suas pequenas tarefas e problemas. E isso faz-me lembrar como tudo isto começou. Faz-me lembrar o problema principal, aquilo que contribui mais para esta fase mais difícil da minha vida: a faculdade.

O que tem de mal a faculdade? Pois, nenhum, é verdade. Alias, supostamente até seria uma coisa boa, sinal de que a nossa aprendizagem e o nosso estudo desde criança até à entrada na faculdade tiveram os seus frutos. O problema é quando entramos na faculdade e as coisas começam a correr mal.

Maus métodos de estudo, má adaptação ao ambiente e ritmo da faculdade. Resultado: insucesso às cadeiras, más notas, chumbo. Com o insucesso, vem a desmotivação, com a desmotivação, vem a preguiça, com a preguiça, a perda de vontade de estudar, depois a perda de interesse pelas cadeiras, tudo isto culminando na perda de gosto pelo curso. Foi o que me aconteceu. Incrível como aquele que antes era o meu sonho, tornou-se numa das coisas que mais me atormenta.

De início, quando comecei a ter os primeiros insucessos, coisa que, felizmente nunca tinha tido anteriormente, pensei para mim mesmo "estou aqui há pouco tempo, ainda tenho que me adaptar, chumbar é 'normalíssimo' na faculdade, não há que ir abaixo por isto". Mas, apesar de pensar assim, lá no fundo, naquilo a que se chama inconsciente, todo estes insucessos iam-me destruindo a auto-estima. E com a auto-estima, ia-se também desvanecendo aquele sonho. O sonho que alimentava desde criança até à entrada na faculdade estava a ficar cada vez mais inatingível. E o gosto pelo curso... desvaneceu-se com o sonho.

Toda esta desmotivação, esta "perda" do sonho, tornou-se em tristeza, tristeza essa que se espalhou por muitos outros problemas e que desencadeou toda esta fase pela qual agora passo. Digamos que foi o "combustível" de tudo isto. Vi-me, dum momento para o outro, sem qualquer futuro. E procurei por uma espécie de futuro em outras coisas, que por sua vez originaram mais problemas, pois, como é óbvio, não correram bem. Tentei refugiar-me desesperadamente noutras coisas, que não deram em nada. Tentei fugir a este problema. Até que reparei de que não vale a pena fugir mas, sim seguir em frente, procurar uma solução para este problema, porque todos os problemas têm solução, se não desistirmos de a procurar e se dermos ao tempo algum tempo para nos ajudar.

Continuo a descer a rua, observando as pessoas que por ela passam. E, tal como as pessoas passam, também esta nova etapa da minha vida continua.

Em busca do caminho da felicidade - A Infância, a Adolescência e os Amigos



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Olho para a rua e vejo um jardim. Bancos de pedra, protegidos do sol pelas àrvores, com folhas de um verde vivo. Saio de casa e vou para o jardim e sento-me no banco. Começo então a rever na minha cabeça o que foi a minha vida até agora.

Lembro-me relativamente bem da minha infância. Feliz, no geral, embora com alguns pequenos obstáculos. Felizmente, tenho uma família que nunca me faltou em nada e que sempre me ajudou. Nunca me faltou amor nem carinho no meu lar, e isso é algo pelo qual eu dou graças. No geral, enquanto ainda criança com apenas um dígito na idade, fui bastante feliz. Conheci vários e grandes amigos nesta idade, e com os quais mantenho uma óptima relação actualmente. São pessoas com as quais eu sei que posso contar.


Os obstáculos nesta fase da minha vida começaram a partir dos 11, 12 anos. Lembro-me bem dessa fase. É a fase típica do ser humano em que, ainda não estamos a chegar à adolescência, mas estamo-nos a preparar para isso. É nesta fase que muita gente começa a ligar ao que está na moda. Começa a dar mais importância ao que os outros pensam deles. E é nesta fase que algumas pessoas encontram os primeiros obstáculos na sua vida. Pois nem todas as pessoas, nesta idade, e nas outras que se seguem, começam a dar importância às mesmas coisas, nem da mesma forma, e isso, infelizmente, causa alguma "marginalização". Custa um bocado ver aquelas pessoas que, há uns anos atrás, estavam sempre a brincar connoscos nos intervalos das aulas, a porem-nos de parte, a excluirem-nos dos seus divertimentos, só porque não gostamos de fazer esta coisa, ou porque gostamos de fazer aquela coisa que, supostamente, está fora de moda. Agora que penso nisso, chego a conclusão que talvez o maior problema nesta fase foi o facto de eu não ceder a essas pressões e continuar a fazer aquilo que gostava, mesmo que não fosse aquilo que os outros gostavam. Mas há que ver o lado positivo desta exclusão. Foi graças a esta exclusão que pude descobrir quem eram as tais pessoas que, afinal de contas, eram mesmo meus amigos, independentemente dos gostos diferentes.

Passando esta parte da infância, chegamos aquela que é considerada uma das fases mais complicadas, normalmente, da evolução duma pessoa: a adolescência. Idade de conflitos, de definição de personalidade, idade em que começamos a construir alguma da nossa indepêndencia. Idade em que começa também a surgir, com relativa força, sentimentos como o amor. Idade em que se desperta o desejo sexual. Mas penso que este campo do amor é algo que merece uma "revisão" à parte. Foi por esta altura que me comecei a integrar mais na vida social. Conhecer novos amigos, as primeiras saídas à noite com o pessoal. No meu caso, não foi uma idade muito difícil, confesso. E, apesar de estar ser uma altura da nossa vida em que a nossa vida social melhora consideravelmente, também teve um desfecho em tudo semelhante ao da infância. Apesar de, nestas idades, se dar uma maior importância às amizades, também nesta idade se conhece muita gente que não quer saber disso, que são muito simpáticos e sociáveis quando estamos juntos, mas que logo se esquecem de nós quando tudo isso acaba. Felizmente, também por esta altura fiquei com alguns amigos valiosos, e que me têm ajudado bastante ao longo do tempo. Uma minoria, mas ainda uns quantos. E a mesma história se repete, na faculdade e no trabalho. Penso que é assim que as relações funcionam ao longo da vida: alguns ficam óptimos amigos, outros logo se esquecem.

Saio um pouco desta deambulação pelas minhas memórias. Está-se muito bem no jardim, sentado no banco, com a sombra das folhas sobre mim e uma brisa fresca a passar. Concluo a lição que retirei de tudo isto que estive a pensar agora. Por vezes, há alguma tendência para nos menosprezarmos porque fomos, de certa forma, excluídos quando éramos mais novos, só porque tinhamos gostos diferentes. Isso é algo que não faz sentido. O que define a personalidade não é o facto de estarmos sempre a fazer aquilo que os outros gostam e que está na moda, mas sim fazermos aquilo que gostamos e estar com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós como nós somos, sem ligar a modas. Aprendi também que a quantidade de amigos e de pessoas que conhecemos não interessa, mas sim a qualidade. Não quero por isto dizer que não devia ter uma vida social activa. Isso é algo bom, e é algo que continuo a ter. Só com uma vida social activa é que conseguimos conhecer pessoas que, eventualmente, se poderão tornar amigos de qualidade. Mas não nos devemos é preocupar em estar sempre a conhecer mais e mais gente nova, como eu fiz, em certa altura.

Sentado no banco do jardim, a ouvir o som do vento a passar por entre as folhas, continuo esta nova etapa da minha vida.

Em busca do caminho da felicidade



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Ponho-me à janela, olhando a rua. Está um dia bonito. O Sol brilha, uma ligeira brisa faz com que o dia não seja demasiado quente. Quem sou eu? Alguém. Alguém que, durante o seu percurso na vida, teve que enfrentar, e tem que enfrentar alguns obstáculos, obstáculos esses que, de uma forma inexplicável, o fizeram perder do caminho da felicidade. No entanto, não pretendo desistir de procurar esse caminho. A vida não passa de uma simples procura pela felicidade. Não interessa quando a encontramos, logo de início, se mais tarde. O que interessa é que a procuremos. O que interessa é não desistirmos. E, como tal, eu não vou desistir de procurar esse caminho.

Lembro-me quando era mais novo. Não tinha bem noção deste tal caminho da felicidade. Nem dava conta que ele existia. Isto porque estava sempre a ser acompanhado pela família. A família, no ínicio da nossa vida, é aquilo que nos mantém no caminho da felicidade. Mas conforme envelheci, foram surgindo mais situações, que exigem mais e mais independência. E fui-me perdendo do caminho da felicidade. Ou assim pensava eu. O que aconteceu não foi eu perder o caminho da felicidade. Simplesmente não posso viver sempre no caminho que me é dado pela família. Chega uma certa altura em que nós temos de procurar o nosso próprio caminho. E é nesse ponto em que me encontro.

O problema é que... Não sei bem por onde começar. Sei que isto é algo que tenho de fazer sozinho, por mais que custe. Há muita gente, amigos, entre outros que nos podem ouvir, dar dicas, apoiar, mas, por mais que se queira, este tipo de coisa é algo que temos de fazer sozinhos. Mas isso não me assusta. Apenas não sei por onde começar. Talvez... Já sei. Talvez o melhor seja recapitular o que tem sido a minha vida até agora. As coisas boas, as coisas más, todos os acontecimentos, e o que aprendi com eles. Depois, talvez ver o que posso mudar na minha pessoa, corrigir as falhas que encontrei com as lições que aprendi. Não sei se será assim que descobrirei o caminho, mas é um bom começo.

Olho para a rua. Está um dia bonito. E uma nova etapa da minha vida começa.

Auto-Estima



Um título bastante directo, para um assunto bastante interessante e influenciado por vários factores. Vivemos num mundo em que, cada vez mais, há pessoas com problemas de auto-estima, em que se sentem à parte, inferiores às outras pessoas. Em contrapartida, também vai havendo casos de pessoas com excesso de auto-estima, que acreditam que são mais que os outros e que nada de mal lhes pode acontecer. Isto deve-se a vários factores.

Como já falei aqui, vivemos num mundo em que se tem uma grande tendência para, por vezes, por de parte quem abraça diferentes modos de ver as coisas, ou que tem gostos diferentes daquilo que é considerado a "moda". Isto é um dos factores principais que influencia a auto-estima. Muitas das pessoas nem sequer pensam nos danos que são feitos à auto-estima das pessoas que são postas de parte, apenas porque têm gostos diferentes deles, e do que está na "moda". Não pensam como, por vezes, essas pessoas se sentem sozinhas e ficam com uma tendência enorme para se acharem inferiores aos outros, quando na realidade, apenas são diferentes, e apreciam coisa diferentes. O contrário, como referi, também acontece. Há pessoas que, por estarem sempre muito "in", são por vezes quase que idolatradas pelos outros, como uma referência, um modelo a seguir. Sim, é óptimo uma pessoa ter uma auto-estima em cima, mas o excesso de auto-estima também pode ser mau. Pode levar a pessoa a acreditar que é superior aos outros e a achar que nada lhes pode acontecer, como referi acima. Isso trata-se de uma ilusão. Ninguém é melhor que ninguém. E já se diz, há muito tempo, quanto mais alto se sobe, maior a queda.

Há mais factores que mexem com a nossa auto-estima. A personalidade tem alguma influência. Há pessoas que simplesmente têm mais facilidade em "ir abaixo" que outras. Claro que a personalidade é algo que se cria desde pequeno com a nossa família e as nossas vivências, portanto pode-se afirmar que a família e um factor também importante na nossa auto-estima. A família é a base para tudo aquilo que pretendemos obter na nossa vida. Se tivermos uma família que nos apoia, que não nos deixa faltar nada, é muito mais fácil ter uma auto-estima mais alta, e sentirmo-nos mais aptos para enfrentarmos os nossos problemas. Quando esta base fulcral nos é retirada, é muito difícil acreditarmos em nós e sentirmo-nos capazes de fazer algo.

As pessoas com quem nos damos, no dia-a-dia, também são de vital importância. Os nossos amigos têm uma importância na manutenção da nossa auto-estima quase igual à da nossa família. Os nossos amigos são aquelas pessoas que acreditam em nós, nas nossas capacidades e que nos fazem sentir capazes de enfrentar tudo aquilo que nos atormenta, mesmo quando estamos mais em baixo. Mesmo que sejam poucos, desde que sejam bons, é o que interessa. Bons amigos são meio caminho andado para uma auto-estima saudável!

O inevitável tema do amor também é algo que influencia a auto-estima. Não devias, mas fá-lo, infelizmente. Quando temos uma relação estável, a vida, e a nossa auto-estima, é um mar de rosas. Não há nada tão estimulante como uma relação estável e estarmos com alguém de quem gostamos. O problema aqui surge quando somos rejeitados, ou traídos/trocados. Quando uma destas acontece (e, claro, dependendo também da pessoa, porque cada pessoa tem a sua maneira diferente de sentir estas coisas), a nossa auto-estima desce, bastante. No caso da traição/troca, ficamos sempre a pensar o que é que a outra pessoa tem a mais que nós para que o nosso parceiro/a passe a gostar dela. Sentimo-nos inferiores a essa pessoa. Uma estupidez, é verdade, mas é o que acontece muitas vezes. Já na rejeicção, também nos sentimos inferiores, mas de uma forma diferente, mas igualmente erradíssima. Sentimos que não somos suficientemente bons para a pessoa que gostamos, sentimos que não merecemos ser feliz, ou que não temos o mesmo direito ao amor que os outros... Como disse, algo que não faz sentido, e que, alguns de vocês poderão pensar "ninguém pensa assim...". Acreditem, há muita gente que pensa assim, infelizmente. Ninguém é mais, ou menos, que ninguém. Todos nós temos o mesmo direito ao amor, a ser felizes. Se uma pessoa nos abandonou, ou não quis ter uma relação connosco, sim, é triste. Mas isso não nos tira nenhum direito, isso não nos faz uma pessoa com menos qualidades que as outras. Apenas não correspondemos ao que a outra pessoa gosta de ver num parceiro. Mas tal como essa pessoa não aprecia as nossas qualidades, há quem as aprecie, basta não desistir, há alguém à espera de uma pessoa exactamente como nós, e que provavelmente nos fará bem mais felizes!

A auto-estima baixa pode-se tornar num ciclo bastante mau. Faz-nos cada vez pensar pior de nós mesmos, faz com que cada vez gostemos menos de nós mesmos. O maior perigo para uma pessoa com auto-estima em baixo é ela própria. Mas esse ciclo pode ser facilmente quebrado, fazendo coisas que nos dão prazer, que nos fazem ver que somos pessoas iguais a todas a todas as outras, com qualidades e defeitos. Sair com os amigos, divertirmo-nos... Até mesmo sair sozinho, para espairecer... Conhecer gente nova! Há muitas maneiras de evitarmos entrar nesse ciclo, e, para quem já se encontra nele, até mesmo para sair dele. É preciso é coragem, força. Não pensem que não conseguem. Toda a gente consegue. Pode ser difícil, por vezes, mas faz-se perfeitamente. Para que os outros gostem de nos é preciso que, acima de tudo, nós gostemos de nós mesmos. E ninguém é feliz sem gostar de si mesmo.

Todos temos as nossas qualidades e defeitos, todas as pessoas são diferentes, mas ninguém é melhor ou pior que os outros. Nunca se esqueçam disso. Não se deixem ir abaixo, e não se esqueçam, há sempre maneiras de evitarmos uma descida repentina da auto-estima! Não estão sozinhos! Não desistam!

Cumprimentos a todos.

Novo link, e "novo formato"!

Bem, é só para avisar que blog mudou o link e o formato. O formato já não é novo, pois ultimamente já tenho vindo a fazer posts nos quais escrevo aquilo que penso, acho e sinto acerca de muitas coisas. O link mudou para reflectir essa mesma mudança, porque este blog vai passar a ser um local onde escrevo tudo aquilo que me apetece escrever, e que me surge na cabeça.

Esperem um novo post para breve!

Cumprimentos a todos!