E agora, de quem é a culpa? Dos Danoninhos!




E cá vai mais um post. E neste post, vou falar sobre uma teoria (aviso já que não tão séria quanto a anterior), na qual eu pensei bastante à uns anos atrás e acabei por a formular. Chamei-lhe "Teoria do Danoninho". Aviso já que, neste post, vou dar mais exemplos no que diz respeito a raparigas, visto que sou rapaz, mas o mesmo também se aplica a rapazes. Passo a explicar:


Temos de ser francos: Quantos de nós não reparámos já numa rapariga que, eventualmente, conhecemos, bonita, bem feitinha, muito atraente, olhamos e pensamos para nós "Hum... Há-de estar na casa dos 18-20, com aquele aspecto e consituição...". Mais tarde, vamos a saber, tinha apenas 15 anos. Muitas vezes damos por nós a pensar "Bem, não me recordo de as minhas colegas, com aquela idade, serem assim tão bonitas e com tão bom aspecto". Às vezes até começamos a duvidar da nossa "sanidade mental", de olharmos para tanta rapariga com tão bom aspecto, que nos parecem sempre muito mais velhas, mas que na verdade acabarem de entrar, muitas delas, para o ensino secundário! Suponho que, para os rapazes, também possa acontecer o mesmo, mas como acabei de referir, sendo eu rapaz, não posso falar muito desse lado.


A questão é que este tipo de coisas acontece cada vez mais. Cada vez mais vemos raparigas mais novas bastante desenvolvidas para a idade, o que faz com que cada vez mais rapazes mais velhos se "atirem" a raparigas mais novas. Este aparecimento de tais adolescentes, já com aspecto de quase adultos, é um fenómeno inexplicável, que já muitos se debateram com este tema e nunca elaboraram uma teoria para explicar o mesmo. Mas, após algum pensamento, eu desenvolvi uma teoria credível (ou talvez não) para o explicar.


Apresento-vos, caros leitores, o Danoninho.


O Danoninho é o já famoso e massificado produto, fabricado com outros nomes por outros fabricantes que não a Danone, que todos conhecemos. Ajuda-nos a crescer, devido à enorme quantidade de nutrientes que possui que ajuda as crianças a crescerem mais fortes e saudáveis. Toda a gente o conhece, tem vários sabores, várias marcas, mas tudo se baseia no mesmo princípio.


Não me recordo exactamente em que ano apareceu o Danoninho, mas já tem alguns anos. No entanto, à uns anos atrás, quando eu era criança, não era o produto massificado que é agora. Teve muita adesão inicial, mas nem toda à gente os comia. No entanto, neste momento, o Danoninho é um produto quase imprescindível na alimentação dos mais pequenos, que começam a ser alimentados com grandes doses diárias do mesmo por dia, mal começam a conseguir comer bem. A minha geração só começou a ter o Danoninho, já eu tinha uns 8-10 anos. Hoje em dia é logo aos 2 anos, se for preciso, que começam a comer aquilo.


E é nesse princípio que se baseia a minha teoria. Não vêm a relação entre o aparecimento destas raparigas (e rapazes) precoces e os Danoninhos? É simples! As raparigas da minha idade, claramente, apesar de haver algumas excepções, não eram tão desenvolvidas pelo facto de que, tal como eu, quando o Danoninho foi lançado, não era um produto que fazia parte quase obrigatória das nossas dietas alimentares. No entanto, as crianças que tinham menos 4-5 anos que nós, começaram a comer aquilo logo desde pequenas, o que fez com que o Danoninho contribuísse mais no crescimento deles do que no nosso. Daí se explica quando nós, com 17-18 anos, viamos raparigas a entrar para o 10.º na nossa escola secundária e reparávamos logo "Uau, olha aquela aluna nova do 10.º! Mesmo gira, bem melhor que muitas do nosso ano!". Seria de esperar, portanto, que, quanto mais os anos avançassem, mais o Danoninho ia fazer parte da dieta das crianças, cada vez mais novas, o que iria proporcionar um desenvolvimento mais precoce ainda das mesmas. E se na altura, quando tinhamos 17-18 anos, já achavamos que raparigas/rapazes de 15 anos estavam a ficar mais desenvolvidas/os, as/os raparigas/rapazes que hoje em dia têm 15 anos, visto que começaram a comer Danoninhos ainda mais cedo do que nós, e ainda mais cedo que os que eram 3-4 anos mais novos que nós, mais desenvolvidas/os são. E é daí que se explica o facto de hoje em dia eu ver raparigas que, mais tarde, venho a saber que têm 15 anos, e que são muito mais desenvolvidas e, digamos, bem feitinhas do que muitas caloiras, e até mesmo veteranas, de algumas faculdades.


Bem, e aqui fica a apresentação da minha "Teoria do Danoninho". Espero que faça sentido para vocês, ou que pelo menos tenham achado piada. Estou aberto a comentários, críticas, sugestões e opiniões que me queiram fazer sobre esta teoria.


Cumprimentos a todos!

A Culpa é dos Morangos!




Olá pessoal! Depois de umas semanas atribuladas de trabalho, arranjei tempo para fazer um novo post! E para este post, vou-me estrear na crítica semi-cómica.

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou uma pessoa que gosta bastante de inventar teorias. Algumas completamente descabidas, outras que, apesar de tenderem para o cómico, fazem algum sentido. Esta é uma delas.

Dei por mim à dias, durante uma viagem de carro, a ouvir um programa de rádio, na Antena 1, com o professor Júlio Machado Vaz, de nome "O Amor É...", que é uma rubrica sobre amor, sexualidade e psicologia. Nesta rúbrica foram revelados dados sobre um estudo realizado em várias escolas portuguesas sobre os jovens adolescentes e o sexo. Segundo esse mesmo estudo, do que me lembro, concluiu-se que cerca de 50% da população de alunos do secundário, no final do 12.º ano, era virgem. Dos outros 50%, ou sejas, os que já tinham tido relações sexuais, as idades em que a maior parte deles se iniciou na vida sexual foi, nos rapazes, aos 14 anos, e nas raparigas aos 15 anos. Ou seja, segundo o Prof. Júlio Machado Vaz, a idade tinha descido bastante. Antigamente os jovens iniciavam-se na vida sexual mais tarde. Em contrapartida, os jovens encontravam-se bastante mais informados quanto ao uso do preservativo como medida de prevenção ao contágio das chamas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

A juntar a isto, menciono um artigo muito interessante, que já tem alguns meses, sobre as famosas festas que acontecem bastante em Cascais, não estou a falar das festas "secretas" dos ricos que são anunciadas nas revistas cor-de-rosa, mas sim as festas, mencionadas na revista "Sábado", salvo erro, de jovens adolescentes, que se juntam para bebedeiras, drogas e sexo. O que têm de mal estas festas? Nada, quer dizer, as pessoas têm a liberdade de fazerem o que quiserem. Mas o que me espantou neste artigo foram os testemunhos de raparigas e rapazes, mas neste caso duas raparigas em especial, não identificadas, que já tinham frequentado festas destas. Um delas de 12 anos, que já tinha praticado sexo com alguns rapazes de idades 15-17 anos nessas festas, e uma rapariga de 14 anos, que já tinha tido relações sexuais nessas festas com vários rapazes ao mesmo tempo. 12 anos? Com 12 anos jogava eu Pokémon para o Game Boy e Magic: The Gathering! Ia-me lá lembrar eu de beber o Whisky que o meu Pai tem no armário e convidar as raparigas da minha turma para uma festa de drogas e sexo e bebedeiras! Nós queríamos era jogar à bola e videojogos! Quanto ao exemplo da rapariga dos 14 anos, bem... Algumas colegas minhas do 9.º já saíam à noite aos 14 anos e tinham as suas curtes... Mas nada de sexo com mais que um rapaz, penso eu...

É notável a diferença de mentalidades que eu vejo em tão pouco tempo. O que me levou a pensar o que seria a causa de tudo isto. E sem ser preciso pensar muito, cheguei a um ponto comum em tudo isto, e que pode muito bem ser a causa de tal mudança de comportamentos: a série da TVI, Morangos com Açúcar.

Nada contra a série. Acho-a uma "escola" muito boa para a formação de futuros actores e actrizes para o teatro, cinema e televisão portugueses. E as primeiras séries eram muito boas e bastante educativas e, por assim dizer, "soft". Mas de há uns tempos para cá, penso que as séries foram perdendo-se pelo caminho. Nunca fui espectador assíduo desta série, mas vou vendo alguns episódios pontualmente. Recordo-me particularmente de dois casos engraçados, que passo a relatar:

Caso 1 - Um rapaz e uma rapariga, que sempre gostaram um do outro, decidem declarar o seu amor. Vira-se o rapaz "Sabes, sempre tive um fraquinho por ti. Sempre quis estar contigo, não tenho olhos para mais ninguém". Ao que a rapariga responde "Eu também. Adoro-te tanto". Responde o rapaz "Queres namorar comigo?". A rapariga diz: "Sim!"... Faz-se uma "cut scene" para outro sítio. Quando se volta para o sítio onde este recém-casal que acabou de declarar agora mesmo o seu amor, vê-se uma cena em que eles são interrompidos por outra pessoa que morava naquela casa, no meio duma relação sexual.

Caso 2 - Um grupo de rapazes e raparigas, que na séries supostamente terão entre os 10 e os 12 anos, a jogarem verdade ou consequência. Calha como consequência a um beijar uma rapariga, ao que o rapaz diz "Mas eu... não sei beijar uma rapariga!" ao que os outros se riem e dizem "Ahah! Nunca beijou um rapariga!".

Bem, agora passo a dizer o que acho de cada caso. Em primeiro lugar, antes de comentar o 1.º caso, devo referir que não sou contra a prática de sexo numa noite em que se saía para uma discoteca, se conheça alguém que nos suscita desejo, e se vá para a cama com ele. Como já disse, cada um sabe de si. Mas o caso 1 não se trata disso. No caso 1 são duas pessoas, que gostavam uma da outra, não sabiam, declaram-se e... Pimba! Como é gaja? 'Bora festejar para a caminha? Oh yeah!... Bem, corrijam-me se estiver enganado, mas... Eu penso que as coisas na realidade não são bem assim. Ou pelo menos não o eram. Mas com exemplos destes na televisão, a "banalização" do sexo é cada vez maior.

Em relação ao caso 2, bem, lá vem novamente o factor da idade. Um rapaz/rapariga com 10-12 anos só quer é brincadeira. Pensar já em beijar raparigas? Sim, talvez pensem, mas não é coisa a que dêem muita importância. Pensarem em sexo, como a rapariga que mencionei do artigo da revista? Enfim... Com exemplos destes na TV também... Não admira. Aos 12 anos estão as raparigas a começar a desenvolver a sexualidade, bem como alguns rapazes. Repito, a começar! Os rapazes chegam inclusivé a começar mais tarde!

Os Morangos com Açúcar, neste aspecto, não dão só estes exemplos que eu considero maus. Também há os bons, normalmente a promoção do uso do preservativo, entre outros. Mas penso que a recorrência a cada vez mais cenas de sexo, por vezes cada vez mais explícitas, com personagens cada vez mais novas e de uma forma que não acontece na realidade, está a dar uma ideia errada do sexo aos mais novos, e está não só a fazer com que iniciem a vida sexual cada vez mais cedo, como está também a banalizar cada vez mais o sexo.

Devo referir, novamente, que não sou nada contra uma curte que termine em relações sexuais, ou que sou daquelas pessoas que diz que só deve haver sexo quando duas pessoas se amam profundamente (tipo novelas a representar idades antigas, sexo só depois do casamento... E mesmo assim...). Mas penso que o sexo, numa relação, é um passo importante que se toma. O sexo é a forma máxima de demonstração do sentimento que se tem por uma pessoa, o chamado "com o meu corpo te venero" (não me recordo onde li isto). E, portanto, sou contra a banalização do mesmo, e contra as coisas que o tentam banalizar. E com isto, termino, dizendo...

... A culpa é dos Morangos!

E mais uma...

Tavira, Verão 2008
Panasonic Lumix FX10


... Foto! Há uns tempos que não punha uma foto da minha autoria. Esta foi tirada no Algarve, durante as férias de Verão, numa ilha deserta em Tavira, ao qual se seguiu uma bela caminha pelo lodo mais uns bons metros de natação até à doca... Porque não tínhamos barco para voltar... Mas foi do mais divertido que há, cansou, mas valeu a pena!


Ando aqui a magicar mais um texto novo para por no blog, até lá, contentem-se com esta foto, que acho que até está bem tirada.


Atendendo às "queixas" dos leitores do meu blog, vou tentar por um texto engraçado no meu próximo post.


Agradeço a todos o vosso apoio e espero que gostem!


Cumprimentos.

Será que há recursos para a vida?



E este é o meu primeiro post, depois de umas excelentes férias, e de as aulas já terem começado. E viva o stress!

Já ouviram falar em recursos, suponho. Um recurso é uma "ferramenta" que nos permite, em vários tipos de situações, refilar com alguma decisão que foi tomada com a qual não estamos de acordo, ou não a merecemos, ou porque simplesmente nos apetece refilar com tudo e com todos. O que há mais para aí é recursos mesmo. Eles são nos tribunais, a recorrer de decisões de juízes; nas escolas, para reclamar das notas que nos foram dadas; nas faculdades, para evitar prescrições. Enfim, o recurso é algo que, quando aceite, nos permite ter uma segunda oportunidade para fazermos algo, ou terceira, ou quarta... Bem, vamos ao que interessa.

Um dia, dei por mim a pensar... Será que também podemos pedir um recurso à vida? Cometemos tantos erros na nossa vida, tantas coisas que deviamos ter feito e não fizemos... Dava jeito que a vida nos desse um recurso de vez em quando, certo? Quantas vezes não nos acontecesse chatearmo-nos com alguém com quem deixamos de falar, e depois, passado um bocado, desejamos que isso não tivesse acontecido... Ou então a grande situação que acontece muitas vezes a muita gente, em que estamos com uma pessoa de quem gostamos, e perdemos uma excelente oportunidade de... bem... digamos... facturar? É chato. Todos nós já tivemos situações destas, e muitas mais.

Foi então, depois de pensar neste tema, que decidi mandar um carta à Vida:

"Excelentíssima Vida,

Venho por este meio fazer um recurso de todos os erros que cometi na minha vida, de todas as oportunidades desperdiçadas, de tudo aquilo que devia ter feito e não o fiz. Sinceramente, não sei o que me passou pela cabeça em muitas dessas situações, não sei o que me deu. O que é que me deu na cabeça para discutir com aquele meu amigo? O que é que se passou quando devia ter estudado para aquele teste e não o fiz, e agora correu mal e já não posso voltar atrás? Sinceramente, Vida, não sei. Só sei que cometi muitos erros. Mas venho recorrer a Vossa Excelência, para que me dê mais uma oportunidade para corrigir erros, para aproveitar aquilo que devia aproveitar, ou simplesmente para tentar corrigir, por meio de outras acções, aquilo que não devia ter feito. Aguardo resposta!

Grato pela atenção"

Para meu espanto, passado uns dias, ao abrir a portinhola do correio, reparei que tinha uma carta da Vida, endereçada à minha pessoa. Apressei-me para chegar a casa e abri-la. Quando a abro, vejo apenas a seguinte frase:

"Cada dia que nasce é um recurso que eu dou, a ti e a todos, para corrigirem os vossos erros."

Obrigado Vida!

Em busca do caminho da felicidade - Conclusões



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

De regresso a casa, e depois de tanto pensar nos problemas que tenho, dou por mim a pensar "O que é que aprendi com tudo isto?", "O que é que eu posso fazer?", "Que atitude deve tomar de agora em diante?".

Pergunto-me o que é feito do caminho da felicidade. Porque é que me perdi dele? Porque é que não o encontro. Ou porque é que ele não quer que eu o encontre. Não passei já por problemas que cheguem? Não tive já a minha dose de sofrimento? Será que tenho de passar por mais ainda para poder encontrá-lo? Ou será que, ao longo da minha vida, fiz algo de tão errado que agora esteja a sofrer uma espécie de "castigo divino"? Será pedir muito o querer ser feliz? Será pedir muito o querer encontrar-te felicidade?

No meio de tanta pergunta, de tanta frustração e desespero, dá-me, por vezes, vontade de fugir, de desistir de tudo, de desaparecer.Mas é nessas alturas que ouço, dentro da minha cabeça, algo a sussurrar "Luta!", "Não desistas!". De onde vem esta voz, este pensamento?

A verdade é que, pensando um bocado, chego à conclusão que essa voz tem razão. A vida é longa para algumas coisas, e curta para outras. Não se pode perder tempo a pensar no que correu mal, nos problemas que se têm. Sim, é inevitável pensar nisso durante uns tempos, mas temos que, o quanto antes, começar a pensar no que fazer para os resolver, para os evitar para a próxima. E não nos podemos desmotivar nem deixar ir abaixo por causa desses obstáculos. Temos de lutar pelos nossos objectivos e sonhos. Não podemos desistir. Temos que lutar, quer na escola, quer no trabalho, pelos nossos objectivos, por melhores notas, por subir na carreira. Não podemos desistir da vida, dos nossos amigos, das pessoas e das coisas que antes nos davam prazer e que, devido aos problemas, parece que deixaram de o dar. Não podemos desistir do amor, por mais magoado que esteja o nosso coração. Só existe uma coisa que pode curar as feridas do amor, e essa coisa é também o amor. Parece estranho e contraditório, mas é a verdade. Não falo do caso típico de "para curar um amor, tem de se arranjar outro". Não falo do amor romântico, mas sim do amor como sentimento generalizado. O amor pela família, e por todas aquelas pessoas que nos são queridas. E descobri isso a partir dos amigos mais chegados que tenho. Nestas fases difíceis, em que sentimos que o mundo nos virou as costas e que ninguém quer saber de nós, o único recurso que nos pode salvar são os amigos. Fazem-nos sentir amados, queridos, fazem com que nós descubramos e/ou relembremos que, afinal, somos importantes para alguém e que estamos neste mundo para fazer algo, e que afinal ele não nos virou as costas, mas está sim a dar-nos uma lição que poderá ser importante para a vida.

Sabem que mais? Finalmente percebi. Percebi que não vale a pena procurar um caminho para a felicidade, porque não existe nenhum feito. O caminho para a felicidade tenho de ser eu a construir, pouco a pouco, lutando pelos meus sonhos e não desistindo perante os obstáculos. Esse sim é o caminho da felicidade. Não algo que se busca, mas que se constrói.

E assim começa a construção do meu caminho para a felicidade.

E assim acaba esta história. Espero que tenham gostado e obrigado pela leitura e comentário. Cumprimentos a todos.

Em busca do caminho da felicidade - A escolha errada para uma fuga..



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Enquanto continuo a minha caminhada, relembro-me novamente daquilo que correu mal. Como já havia pensado, todo este problema de "falta de futuro" originado pela faculdade, fez-me tentar fugir para outras coisas que, de certa forma, me dessem algo em que acreditar. Se a nível académico/profissional não estava bem, porque não tentar assegurar um futuro em termos emocionais? Parecia algo a tentar, apesar de o meu historial não ser dos melhores, não porque nunca tivesse tido pessoas interessadas numa relação mais íntima comigo, porque já tive, mas nunca fui do género de ter uma relação com uma pessoa só para, digamos, aproveitar o facto de ter alguém que gostasse de mim. No fundo, ainda sou um romântico. E gosto de o ser. Mas, como disse, parecia tentador, mas só mais tarde me apercebi da estupidez que cometi. Infelizmente, foi um pouco tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Tentar assegurar um futuro numa coisa que nunca dependeu de mim é pura estupidez. Mas fi-lo, e aprendi da maneira mais difícil.

A minha vida amorosa pode-se resumir, na sua grande parte, a duas palavras: não correspondido. Não foi o que aconteceu em todos os casos, felizmente, mas numa boa parte deles, infelizmente. Se a faculdade foi o "combustível" para a fase mais complicada da minha vida, posso dizer que a vida amorosa e os seus desaires foram aquilo que iniciou a combustão.

Apaixonarmo-nos por uma pessoa é, como diz uma música da qual eu gosto muito:

"Falling in love could be the first thing,
Falling in love could be the worst thing."

E é verdade. O apaixonarmo-nos por uma pessoa pode ser o primeiro passo para uma futura relação amorosa. E pode ser a pior coisa que existe no mundo. O amor tem tanto de gratificante como de arrasador. É capaz de nos tornar a pessoa mais feliz do mundo, tal como é capaz de, por vezes, fazer-nos sentir como se a vida, por momentos, já não tivesse grande sentido.

O sucesso que tive deu lugar a boas lembranças, que ficaram guardadas. Mas não foi o sucesso que me causou estes problemas. Foi o insucesso, ou, chamemos-lhe, amor não correspondido, do qual, infelizmente, já tenho alguns exemplares na colecção.

O amor não correspondido é um sentimento de perda como outro qualquer. Há quem diga que fins de relações, namoros e traições são piores e custam mais. Não concordo. São sentimentos diferentes, que levam a reacções diferentes mas que, no fundo, são todos o mesmo sofrimento. O sofrimento por amor.

É incrível a rapidez com que nos apaixonamos, com que pegamos na pessoa amada e a colocamos rapidamente no pedestal mais alto da nossa consideração. Pensamos nessa pessoa a todo o instante, fazemos tudo por ela, dedicamo-nos a ela ao máximo, damos o nosso melhor para conquistá-la, para lhe agradar, para fazer ver o quanto gostamos dessa pessoa e o que ela significa para nós. Estar apaixonado é um encher repentino daquele vazio que se encontra no coração, dá-nos vida, dá-nos esperança. Ficamos tão felizes que julgamos que não há nada que não possamos enfrentar, nada que não possamos derrotar, até que... "Eu gosto de ti, mas como amigo..." ou "Não quero nenhuma relação contigo, desculpa."... Pois é, parece que, afinal, há coisas que podem derrotar aquilo que sentimos. E o facto de a pessoa não corresponder aquilo que sentimos é uma delas. E depois disto, começa o processo difícil de esquecimento. Incrível como é rápido apaixonarmo-nos, e tão lento esquecermo-nos do que sentimos por aquela pessoa. Quando nos apaixonamos, está um escadote no pedestal, para subirmos até lá acima e pormos essa pessoa lá. Mas quando temos que esquecer a pessoa, vamos até ao pedestal, para a tirarmos de lá, e reparamos que o escadote... Desapareceu. E temos de procurar um.

O que é que uma pessoa sente quando sabe que o seu amor não é correspondido? Boa pergunta. O que é que sentes se a pessoa de quem gostas não está interessada em algo mais? O que é que sentes se essa pessoa não está interessada em retribuir todo o carinho, amor, atenção e dedicação que lhe deste? O que é que sentes se tivere um coração cheio de amor para dar, e essa pessoa simplesmente não o quer receber? Revolta? Tristeza?

Eu sinto frio. Sim, frio. Sinto frio no meu coração. Sinto que o Verão acabou de repente, e que o Inverno se apoderou de mim. Que tenho eu de errado? Que fiz eu de mal? Porque é que tenho tanto para dar, de livre vontade, e essa pessoa não o quer receber? Parece que uma parte de nós morre. E aquilo que antes estava cheio de vida, de amor, de paixão por uma pessoa, esvazia-se completamente. E o que é que lá fica dentro? Tristeza. Revolta.

Uma agravante deste tipo de sofrimento é quando a pessoa que não nos corresponde arranja uma outra pessoa para uma relação a dois. A tristeza e a revolta são maiores, não pelo facto dessa pessoa ter alguém, mas porque nos pomos a pensar "Porquê ele e não eu?". "O que é que ele tem que eu não tenho?". "O que faz dele tão especial para merecer o amor dela e eu não tenho?". O grave é quando começamos a ter pensamentos de inferioridade, quando começamos a achar que a outra pessoa é melhor que nós, que nós simplesmente não somos merecedores... Errado. As pessoas não são mais ou menos que as outras, e eu sei disso. Somos diferentes, por mais pequeninas que as diferenças possam ser por vezes. Mas sim, são pensamentos que nos surgem nestas alturas e nestas ocasiões.

Este tipo de coisas nem sempre são "más". Muitas vezes, quando já somos amigos da pessoa em questão, estas situações servem para fortalecer por vezes a amizade, após algum tempo de recuperação, claro. Mas isto também tem um pouco de contraditório. O amor não correspondido do tipo "gosto de ti, mas como amigo" é o mais revoltante de todos. Não o mais triste, mas aquele que, por vezes, mais revolta. Porquê? Simples. A base essencial para qualquer relação a dois, é a amizade. Se não há uma relação de amizade intíma entre duas pessoas, essa relação está, desde logo condenada. Então e, se já somos amigos, e amigos muito próximos, porque é que não quer nada comigo? O que foi que fiz mal? O que é que tenho de mal? A nossa relação já tem as bases, porque é que ela não quer avançar para um nível superior? A verdade é que sim, a amizade é uma base importante, mas por si só não chega para criar uma relação amorosa a dois. Quando duas pessoas já têm uma relação de amizade próxima e duradoura, é mais difícil mudarem o que sentem, por vezes. É fácil criar amizade através do amor. Mas difícil criar amor pela amizade, porque, para a pessoa que não nos corresponde, nós já estamos arrumados no cantinho dos amigos, e sair de lá é algo muito difícil. Depois vem, nestes casos a situação ambígua de manter a amizade. É óptimo, depois de um abalo destes, poder manter-se uma amizade, pois há muita gente que termina toda e qualquer relação depois de uma situação destas. Mas também é muito mau, pois atrasa aquilo a que eu chamo o processo de recuperação. Não o torna impossível, não de todo, mas dificulta-o. Faz com que a tristeza e a revolta durem mais. É podermos estar com essa pessoa, sentirmo-nos na mesma bem quando estamos com ela e chegarmos a casa e pensarmos o porquê. Porque é que não dá nada? É uma espécie de tortura, diria. Estarmos com aquela pessoa e, a cada palavra, a cada contacto com ela surgir-nos na cabeça "sabe tão bem... mas não vou ter mais nada com ela". E, em alguns casos, vêr essa pessoa nos braços de outra. Parece que nos estão a pegar no coração, já por si dorido de toda esta tortura, e o espezinhassem mais um bocadinho. Pode custar mais esquecer alguém e manter uma amizade, mas é possível, e acontece muitas vezes, mas é assim que, por vezes, se ganham verdadeiros amigos. Já aconteceu comigo algumas vezes e fiquei com grandes amigas no processo. Já dizia o ditado: "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar."

O que eu aprendi com isto? Que não posso tentar resolver a minha vida com algo que não depende só de mim. Aprendi que o amor é algo muito bom, mas que gosta muito de nos pregar partidas. Mas essas partidas só servem para nos tornar mais fortes. Por mais magoados que sejamos, por mais não correspondidos que sejamos, temos que acreditar no amor. Esta pessoa não quis o nosso amor? É triste, sim. Doi muito, é verdade. Mas não se pode desistir do amor. Há alguém, por aí, que quer o nosso amor, o nosso carinho, a nossa atenção, aquilo que outros não quiseram. E nesse dia, lembramo-nos do sofrimento que passámos e rimo-nos dele.

Faz-se tarde. Dou meia volta e inicio o caminho de regresso a casa. E assim continua esta nova etapa da minha vida.

Em busca do caminho da felicidade - Onde o problema começou...



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Levanto-me e desço a rua. Observo as pessoas, no seu quotidiano, cada uma ocupada com as suas pequenas tarefas e problemas. E isso faz-me lembrar como tudo isto começou. Faz-me lembrar o problema principal, aquilo que contribui mais para esta fase mais difícil da minha vida: a faculdade.

O que tem de mal a faculdade? Pois, nenhum, é verdade. Alias, supostamente até seria uma coisa boa, sinal de que a nossa aprendizagem e o nosso estudo desde criança até à entrada na faculdade tiveram os seus frutos. O problema é quando entramos na faculdade e as coisas começam a correr mal.

Maus métodos de estudo, má adaptação ao ambiente e ritmo da faculdade. Resultado: insucesso às cadeiras, más notas, chumbo. Com o insucesso, vem a desmotivação, com a desmotivação, vem a preguiça, com a preguiça, a perda de vontade de estudar, depois a perda de interesse pelas cadeiras, tudo isto culminando na perda de gosto pelo curso. Foi o que me aconteceu. Incrível como aquele que antes era o meu sonho, tornou-se numa das coisas que mais me atormenta.

De início, quando comecei a ter os primeiros insucessos, coisa que, felizmente nunca tinha tido anteriormente, pensei para mim mesmo "estou aqui há pouco tempo, ainda tenho que me adaptar, chumbar é 'normalíssimo' na faculdade, não há que ir abaixo por isto". Mas, apesar de pensar assim, lá no fundo, naquilo a que se chama inconsciente, todo estes insucessos iam-me destruindo a auto-estima. E com a auto-estima, ia-se também desvanecendo aquele sonho. O sonho que alimentava desde criança até à entrada na faculdade estava a ficar cada vez mais inatingível. E o gosto pelo curso... desvaneceu-se com o sonho.

Toda esta desmotivação, esta "perda" do sonho, tornou-se em tristeza, tristeza essa que se espalhou por muitos outros problemas e que desencadeou toda esta fase pela qual agora passo. Digamos que foi o "combustível" de tudo isto. Vi-me, dum momento para o outro, sem qualquer futuro. E procurei por uma espécie de futuro em outras coisas, que por sua vez originaram mais problemas, pois, como é óbvio, não correram bem. Tentei refugiar-me desesperadamente noutras coisas, que não deram em nada. Tentei fugir a este problema. Até que reparei de que não vale a pena fugir mas, sim seguir em frente, procurar uma solução para este problema, porque todos os problemas têm solução, se não desistirmos de a procurar e se dermos ao tempo algum tempo para nos ajudar.

Continuo a descer a rua, observando as pessoas que por ela passam. E, tal como as pessoas passam, também esta nova etapa da minha vida continua.