As Crónicas, mas não de Narnia! - Super Obama!



Ora viva, de regresso aos posts! Já há duas semanas que não o faço devido, entre outros motivos, ao facto de andar em época de exames na faculdade, o que me retira não só o tempo, mas também a cabeça para escrever qualquer coisa. 


Esta semana foi uma semana muito importante a nível mundial, devido ao que ocorreu nos Estados Unidos. Barack Hussein Obama assumiu finalmente o seu cargo de Presidente dos Estados Unidos, numa cerimónia magnífica, à qual assistiram ao vivo centenas de milhares de pessoas. Não é de admirar, devido ao que este homem representa. Representa uma lufada de ar fresco na política dos Estados Unidos, quer interna, quer externa. O facto de ser o primeiro presidente Norte-Americano de raça negra é também algo de notar. A última pessoa de raça negra que tentou tornar-se presidente dos Estados Unidos foi assassinada (Martin Luther King), daí que também toda esta cerimónia tenha sido alvo de medidas de segurança excepcionais por parte dos serviços secretos Norte-Americanos. Obama é já tão acarinhado pelos Americanos, e por muitos outros países do mundo, tanto que até já entrou numa história de banda-desenhada do Homem-Aranha, nos Estados Unidos, sendo, se não me engano, o 4.º presidente a ter tal honra. Obama simboliza esperança, Obama simboliza a resolução de todos os problemas, Obama simboliza tudo de bom e do melhor, Obama é quase como que um profeta, um "messias", que vem para nos salvar, Obama... ainda não fez nada... 


Não, não me preocupa o facto de ele ainda não ter feito nada. Ele nem à uma semana é presidente! O que me preocupa é ele já ser considerado um super-herói, e que vai mudar o mundo, e que o mundo se vai tornar num lugar melhor para todos (e, sinceramente, espero mesmo que sim), sem ter feito nada! Ok, tinha boas propostas, boas promessas durante a campanha, mas nós já devíamos saber perfeitamente que nem tudo o que se promete, pode ser cumprido. E em política, muito menos. 


Eu tenho toda a esperança de que Obama venha a ser tudo aquilo que esperam dele, mas reparo que há muita gente que anda a "dormir acordada", à espera que Obama resolva tudo! Se não for cada um de nós a trabalhar para resolver todos os problemas que existem na nossa vida, no dia-a-dia, acreditem que não é Obama que os vai resolver por nós. Penso que o único problema no meio de toda esta "febre" Obama é só um: as pessoas esquecem-se que ele é humano. O ser humano erra, o ser humano não é perfeito! E, apesar de, como já disse, ter muita esperança em Obama, temo que as pessoas estejam à espera em demasia de coisas boas vindas de Obama, que nem ele as pode dar, e sentirem-se desiludidas para com um homem que tem tudo o que é preciso para ajudar a mudar o mundo, mas não pode fazer milagres. 


Por isso, deixem o homem trabalhar, e depois, se quiserem, considerem-no (ou não) um super herói. 


Cumprimentos a todos.

As Crónicas, mas não de Narnia! - A Lucy

Ora, hoje vou falar de um tema que decerto interessa a todos vós. Apresento-vos uma senhora, conhecida de todos no panorama televisivo português, que se tornou famosa depois da realização de uma novela, chamada Floribela. 



Apresento-vos, senhoras e senhores, Luciana Abreu, agora mais conhecida por Lucy. 


Como todos sabem, a Lucy apresenta um programa na SIC para crianças, que se chama, quem diria, Lucy, onde ela faz várias animações, canta, entre outras coisas, a acompanhar os desenhos animados. O que me veio fazer falar, esta semana, da dona Lucy foi uma notícia que reparei, numa revista, de que a SIC anda a pensar se vale a pena continuar com este programa, visto que a audiência anda a descer. Sim, decerto há muitas crianças que devem gostar de ver este programa, mas este programa, e devido à culpa, em grande parte, da apresentadora, na minha opinião, anda a perder cada vez mais espectadores. E porquê? Por causa das mães portuguesas. 

Para quem nunca viu este programa, ou nem sequer tinha conhecimento dele, e como podem ver minimamente pela foto, Lucy, a apresentadora, está a usar um belo decote. O que não se vê na foto, mas também costuma aparecer, é Lucy vestida com uma mini mini-saia (não me enganei, é mesmo mini mini-saia) ou um vestido ao mesmo nível, que mais parece uma camisola comprida. Este guarda-roupa arruma para um canto qualquer coisa que Ana Malhoa usa-se nos tempos do Buéréré. Segundo ouvi dizer, penso que a Lucy agora já anda mais "tapada". Toda à gente sabe que Luciana Abreu, depois de fazer a Floribela, queria ter uma imagem mais sexy, mais ousada, para que o público português deixasse de associá-la à Floribela, menina discreta e tímida, e como tal submeteu-se a várias operações para aperfeiçoar um corpo que, convenhamos, era desde já bastante bem feito. 

Associando o magnífico guarda-roupa à fantástica elegância e sensualidade de Lucy, este programa vai desencadear um fenómeno completamente imprevisto (ou então não). Agora, aos fins-de-semana, não são só as crianças que se levantam cedo para assistir ao programa. Agora também os pais se levantam para ir ver o programa. A criançada, pelos motivos óbvios, ver os bonecos e ouvir a Lucy a cantar. Já os pais... Bem, penso que não é necessário dizer. Claro que as mães portuguesas começaram a reparar e a sofrer com este fenómeno, ao verem os seus maridos a apreciarem, bem cedo pela manhã, o corpo esbelto de Lucy e, como é óbvio, não gostaram. E a solução que lhes ocorreu foi simples. Mudarem para um programa da manhã alternativo de outro canal, até porque o que não falta, principalmente para quem tem TV por cabo, é canais alternativos. E assim se justifica, pelo menos segundo a minha opinião e "teoria", a tal descida de audiências que o programa tem tido. 

Acho Luciana Abreu, não uma excelente artista, mas uma boa artista, canta bem, tem voz, até nem é má de todo como actriz, mas se o objectivo dela era largar a imagem dada pela Floribela, mudando para uma imagem de mulher sensual, sexy e "fatal" (o que eu não condeno), acho que poderia ter feito uma melhor escolha do que o programa Lucy. Ouvi dizer que a Soraia Chaves estava cansada de fazer filmes com cenas de sexo explícito, e em que a sua nudez era mais do que publicitada. Porque não meter lá a Lucy? Ela não só conseguiria associar a tal sensualidade à sua imagem, como deseja, como aumentava o número de pessoas que vêm filmes portugueses, com a multidão de pais que vêm o programa Lucy a começarem a frequentar o cinema! 

E pronto, é isto! Obrigado pela visita, agradeço desde já comentários, opiniões, críticas, entre outros. Até para a semana!

As Crónicas, mas não de Narnia!


Ora, esta semana vou começar uma nova modalide no meu blog, sugerida por um amigo e leitor meu. No que consiste? Numa espécie de crónicas onde eu, semanalmente, tanto vou dar a minha opinião sobre assuntos da actualidade, ou exprimir aquilo que sinto durante essa semana, conforme o estado de espírito. Como já é óbvio, tive que tentar dar alguma piada ao título, portanto chamei-lhes "As Crónicas, mas não de Narnia!". Como podem ver, também acompanha esta ligeira mudança de formato, uma mudança de aspecto no blog (para quem está a ler através do BlogSpot). E pronto, como sempre, espero que gostem.

Espero que tenham tido um excelente Natal, já o meu foi bom, família reunida, prendas, muita confraternização e amizade. Agora vem lá a passagem de ano de 2009, que é para ser igualmente excelente e divertida!

O que me traz aqui esta semana é um assunto que inquietou, decerto, muita gente que se preocupa com a educação e com a juventude no nosso país, mais concretamente os que andam neste momento nas escolas (porque sim, eu também ainda sou jovem, por isso há que definir de que jovens estamos a falar).

O que se passou foi que, esta semana, mais uma vez numa escola do Porto, uma professora foi ameaçada por alunos com uma réplica em plástico duma arma de fogo. Ok, é uma situação gravíssima, que só vem mostrar a tristeza que são estes adolescentes hoje em dia. Segue-se o vídeo.

Mas o que a mim chocou mais ainda, não foi isto. Sim, foi uma situação gravíssima, impensável sequer no tempo em que eu andava na escola, que não foi há assim tanto. O que mais me chocou foi a associação de pais dizer que a culpa disto é da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte) porque não castiga convientemente os alunos e que não os educa. Desculpem lá? Como é? Mas desde quando é que os professores têm que ensinar os alunos que não se deve apontar armas aos professores nas aulas? Desde quando é que os professores, as escolas, as direcções de educação, o ministério, o estado... Desde quando é que todos estes são responsáveis por ensinar e educar os filhos que não são deles? Os professores têm que ensinar a ler e a escrever! Ensinar matemática, ciências, educação física! Não são eles que têm que dizer que não se pode bater em professores, que têm que se respeitar aquelas pessoas que estão ali para nos ensinar e nos tornarem pessoas melhores, para podermos ter um futuro melhor que o deles, não são eles que têm que nos ensinar como nos comportar, como agirmos em relação aos outros. Só falta, qualquer dia, dizerem que a culpa do filhinho não saber usar talheres é do estado, que ainda não criou uma disciplina chamada "Maneiras à Mesa".

Sabem o que eu acho? Acho que a esta atitude das associações de pais se pode chamar de "fuga à responsabilidade". Não têm mão nos seus próprios filhos, querem que os outros tenham por eles. Comecem a ligar mais aos vossos filhos, e a educá-los como deve ser, em vez de os mimarem demais e de lhes darem tudo aquilo que eles querem. Parece que não são só os vosso filhos que não têm juízo.

E pronto, eis a minha opinião semanal. Estou aberto a outras opiniões, sugestões e críticas. Basta deixarem comentário.

Resta-me desejar-vos a todos Boas Entradas e um Excelente Ano de 2009! Cumprimentos!

E agora, de quem é a culpa? Dos Danoninhos!




E cá vai mais um post. E neste post, vou falar sobre uma teoria (aviso já que não tão séria quanto a anterior), na qual eu pensei bastante à uns anos atrás e acabei por a formular. Chamei-lhe "Teoria do Danoninho". Aviso já que, neste post, vou dar mais exemplos no que diz respeito a raparigas, visto que sou rapaz, mas o mesmo também se aplica a rapazes. Passo a explicar:


Temos de ser francos: Quantos de nós não reparámos já numa rapariga que, eventualmente, conhecemos, bonita, bem feitinha, muito atraente, olhamos e pensamos para nós "Hum... Há-de estar na casa dos 18-20, com aquele aspecto e consituição...". Mais tarde, vamos a saber, tinha apenas 15 anos. Muitas vezes damos por nós a pensar "Bem, não me recordo de as minhas colegas, com aquela idade, serem assim tão bonitas e com tão bom aspecto". Às vezes até começamos a duvidar da nossa "sanidade mental", de olharmos para tanta rapariga com tão bom aspecto, que nos parecem sempre muito mais velhas, mas que na verdade acabarem de entrar, muitas delas, para o ensino secundário! Suponho que, para os rapazes, também possa acontecer o mesmo, mas como acabei de referir, sendo eu rapaz, não posso falar muito desse lado.


A questão é que este tipo de coisas acontece cada vez mais. Cada vez mais vemos raparigas mais novas bastante desenvolvidas para a idade, o que faz com que cada vez mais rapazes mais velhos se "atirem" a raparigas mais novas. Este aparecimento de tais adolescentes, já com aspecto de quase adultos, é um fenómeno inexplicável, que já muitos se debateram com este tema e nunca elaboraram uma teoria para explicar o mesmo. Mas, após algum pensamento, eu desenvolvi uma teoria credível (ou talvez não) para o explicar.


Apresento-vos, caros leitores, o Danoninho.


O Danoninho é o já famoso e massificado produto, fabricado com outros nomes por outros fabricantes que não a Danone, que todos conhecemos. Ajuda-nos a crescer, devido à enorme quantidade de nutrientes que possui que ajuda as crianças a crescerem mais fortes e saudáveis. Toda a gente o conhece, tem vários sabores, várias marcas, mas tudo se baseia no mesmo princípio.


Não me recordo exactamente em que ano apareceu o Danoninho, mas já tem alguns anos. No entanto, à uns anos atrás, quando eu era criança, não era o produto massificado que é agora. Teve muita adesão inicial, mas nem toda à gente os comia. No entanto, neste momento, o Danoninho é um produto quase imprescindível na alimentação dos mais pequenos, que começam a ser alimentados com grandes doses diárias do mesmo por dia, mal começam a conseguir comer bem. A minha geração só começou a ter o Danoninho, já eu tinha uns 8-10 anos. Hoje em dia é logo aos 2 anos, se for preciso, que começam a comer aquilo.


E é nesse princípio que se baseia a minha teoria. Não vêm a relação entre o aparecimento destas raparigas (e rapazes) precoces e os Danoninhos? É simples! As raparigas da minha idade, claramente, apesar de haver algumas excepções, não eram tão desenvolvidas pelo facto de que, tal como eu, quando o Danoninho foi lançado, não era um produto que fazia parte quase obrigatória das nossas dietas alimentares. No entanto, as crianças que tinham menos 4-5 anos que nós, começaram a comer aquilo logo desde pequenas, o que fez com que o Danoninho contribuísse mais no crescimento deles do que no nosso. Daí se explica quando nós, com 17-18 anos, viamos raparigas a entrar para o 10.º na nossa escola secundária e reparávamos logo "Uau, olha aquela aluna nova do 10.º! Mesmo gira, bem melhor que muitas do nosso ano!". Seria de esperar, portanto, que, quanto mais os anos avançassem, mais o Danoninho ia fazer parte da dieta das crianças, cada vez mais novas, o que iria proporcionar um desenvolvimento mais precoce ainda das mesmas. E se na altura, quando tinhamos 17-18 anos, já achavamos que raparigas/rapazes de 15 anos estavam a ficar mais desenvolvidas/os, as/os raparigas/rapazes que hoje em dia têm 15 anos, visto que começaram a comer Danoninhos ainda mais cedo do que nós, e ainda mais cedo que os que eram 3-4 anos mais novos que nós, mais desenvolvidas/os são. E é daí que se explica o facto de hoje em dia eu ver raparigas que, mais tarde, venho a saber que têm 15 anos, e que são muito mais desenvolvidas e, digamos, bem feitinhas do que muitas caloiras, e até mesmo veteranas, de algumas faculdades.


Bem, e aqui fica a apresentação da minha "Teoria do Danoninho". Espero que faça sentido para vocês, ou que pelo menos tenham achado piada. Estou aberto a comentários, críticas, sugestões e opiniões que me queiram fazer sobre esta teoria.


Cumprimentos a todos!

A Culpa é dos Morangos!




Olá pessoal! Depois de umas semanas atribuladas de trabalho, arranjei tempo para fazer um novo post! E para este post, vou-me estrear na crítica semi-cómica.

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou uma pessoa que gosta bastante de inventar teorias. Algumas completamente descabidas, outras que, apesar de tenderem para o cómico, fazem algum sentido. Esta é uma delas.

Dei por mim à dias, durante uma viagem de carro, a ouvir um programa de rádio, na Antena 1, com o professor Júlio Machado Vaz, de nome "O Amor É...", que é uma rubrica sobre amor, sexualidade e psicologia. Nesta rúbrica foram revelados dados sobre um estudo realizado em várias escolas portuguesas sobre os jovens adolescentes e o sexo. Segundo esse mesmo estudo, do que me lembro, concluiu-se que cerca de 50% da população de alunos do secundário, no final do 12.º ano, era virgem. Dos outros 50%, ou sejas, os que já tinham tido relações sexuais, as idades em que a maior parte deles se iniciou na vida sexual foi, nos rapazes, aos 14 anos, e nas raparigas aos 15 anos. Ou seja, segundo o Prof. Júlio Machado Vaz, a idade tinha descido bastante. Antigamente os jovens iniciavam-se na vida sexual mais tarde. Em contrapartida, os jovens encontravam-se bastante mais informados quanto ao uso do preservativo como medida de prevenção ao contágio das chamas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

A juntar a isto, menciono um artigo muito interessante, que já tem alguns meses, sobre as famosas festas que acontecem bastante em Cascais, não estou a falar das festas "secretas" dos ricos que são anunciadas nas revistas cor-de-rosa, mas sim as festas, mencionadas na revista "Sábado", salvo erro, de jovens adolescentes, que se juntam para bebedeiras, drogas e sexo. O que têm de mal estas festas? Nada, quer dizer, as pessoas têm a liberdade de fazerem o que quiserem. Mas o que me espantou neste artigo foram os testemunhos de raparigas e rapazes, mas neste caso duas raparigas em especial, não identificadas, que já tinham frequentado festas destas. Um delas de 12 anos, que já tinha praticado sexo com alguns rapazes de idades 15-17 anos nessas festas, e uma rapariga de 14 anos, que já tinha tido relações sexuais nessas festas com vários rapazes ao mesmo tempo. 12 anos? Com 12 anos jogava eu Pokémon para o Game Boy e Magic: The Gathering! Ia-me lá lembrar eu de beber o Whisky que o meu Pai tem no armário e convidar as raparigas da minha turma para uma festa de drogas e sexo e bebedeiras! Nós queríamos era jogar à bola e videojogos! Quanto ao exemplo da rapariga dos 14 anos, bem... Algumas colegas minhas do 9.º já saíam à noite aos 14 anos e tinham as suas curtes... Mas nada de sexo com mais que um rapaz, penso eu...

É notável a diferença de mentalidades que eu vejo em tão pouco tempo. O que me levou a pensar o que seria a causa de tudo isto. E sem ser preciso pensar muito, cheguei a um ponto comum em tudo isto, e que pode muito bem ser a causa de tal mudança de comportamentos: a série da TVI, Morangos com Açúcar.

Nada contra a série. Acho-a uma "escola" muito boa para a formação de futuros actores e actrizes para o teatro, cinema e televisão portugueses. E as primeiras séries eram muito boas e bastante educativas e, por assim dizer, "soft". Mas de há uns tempos para cá, penso que as séries foram perdendo-se pelo caminho. Nunca fui espectador assíduo desta série, mas vou vendo alguns episódios pontualmente. Recordo-me particularmente de dois casos engraçados, que passo a relatar:

Caso 1 - Um rapaz e uma rapariga, que sempre gostaram um do outro, decidem declarar o seu amor. Vira-se o rapaz "Sabes, sempre tive um fraquinho por ti. Sempre quis estar contigo, não tenho olhos para mais ninguém". Ao que a rapariga responde "Eu também. Adoro-te tanto". Responde o rapaz "Queres namorar comigo?". A rapariga diz: "Sim!"... Faz-se uma "cut scene" para outro sítio. Quando se volta para o sítio onde este recém-casal que acabou de declarar agora mesmo o seu amor, vê-se uma cena em que eles são interrompidos por outra pessoa que morava naquela casa, no meio duma relação sexual.

Caso 2 - Um grupo de rapazes e raparigas, que na séries supostamente terão entre os 10 e os 12 anos, a jogarem verdade ou consequência. Calha como consequência a um beijar uma rapariga, ao que o rapaz diz "Mas eu... não sei beijar uma rapariga!" ao que os outros se riem e dizem "Ahah! Nunca beijou um rapariga!".

Bem, agora passo a dizer o que acho de cada caso. Em primeiro lugar, antes de comentar o 1.º caso, devo referir que não sou contra a prática de sexo numa noite em que se saía para uma discoteca, se conheça alguém que nos suscita desejo, e se vá para a cama com ele. Como já disse, cada um sabe de si. Mas o caso 1 não se trata disso. No caso 1 são duas pessoas, que gostavam uma da outra, não sabiam, declaram-se e... Pimba! Como é gaja? 'Bora festejar para a caminha? Oh yeah!... Bem, corrijam-me se estiver enganado, mas... Eu penso que as coisas na realidade não são bem assim. Ou pelo menos não o eram. Mas com exemplos destes na televisão, a "banalização" do sexo é cada vez maior.

Em relação ao caso 2, bem, lá vem novamente o factor da idade. Um rapaz/rapariga com 10-12 anos só quer é brincadeira. Pensar já em beijar raparigas? Sim, talvez pensem, mas não é coisa a que dêem muita importância. Pensarem em sexo, como a rapariga que mencionei do artigo da revista? Enfim... Com exemplos destes na TV também... Não admira. Aos 12 anos estão as raparigas a começar a desenvolver a sexualidade, bem como alguns rapazes. Repito, a começar! Os rapazes chegam inclusivé a começar mais tarde!

Os Morangos com Açúcar, neste aspecto, não dão só estes exemplos que eu considero maus. Também há os bons, normalmente a promoção do uso do preservativo, entre outros. Mas penso que a recorrência a cada vez mais cenas de sexo, por vezes cada vez mais explícitas, com personagens cada vez mais novas e de uma forma que não acontece na realidade, está a dar uma ideia errada do sexo aos mais novos, e está não só a fazer com que iniciem a vida sexual cada vez mais cedo, como está também a banalizar cada vez mais o sexo.

Devo referir, novamente, que não sou nada contra uma curte que termine em relações sexuais, ou que sou daquelas pessoas que diz que só deve haver sexo quando duas pessoas se amam profundamente (tipo novelas a representar idades antigas, sexo só depois do casamento... E mesmo assim...). Mas penso que o sexo, numa relação, é um passo importante que se toma. O sexo é a forma máxima de demonstração do sentimento que se tem por uma pessoa, o chamado "com o meu corpo te venero" (não me recordo onde li isto). E, portanto, sou contra a banalização do mesmo, e contra as coisas que o tentam banalizar. E com isto, termino, dizendo...

... A culpa é dos Morangos!

E mais uma...

Tavira, Verão 2008
Panasonic Lumix FX10


... Foto! Há uns tempos que não punha uma foto da minha autoria. Esta foi tirada no Algarve, durante as férias de Verão, numa ilha deserta em Tavira, ao qual se seguiu uma bela caminha pelo lodo mais uns bons metros de natação até à doca... Porque não tínhamos barco para voltar... Mas foi do mais divertido que há, cansou, mas valeu a pena!


Ando aqui a magicar mais um texto novo para por no blog, até lá, contentem-se com esta foto, que acho que até está bem tirada.


Atendendo às "queixas" dos leitores do meu blog, vou tentar por um texto engraçado no meu próximo post.


Agradeço a todos o vosso apoio e espero que gostem!


Cumprimentos.

Será que há recursos para a vida?



E este é o meu primeiro post, depois de umas excelentes férias, e de as aulas já terem começado. E viva o stress!

Já ouviram falar em recursos, suponho. Um recurso é uma "ferramenta" que nos permite, em vários tipos de situações, refilar com alguma decisão que foi tomada com a qual não estamos de acordo, ou não a merecemos, ou porque simplesmente nos apetece refilar com tudo e com todos. O que há mais para aí é recursos mesmo. Eles são nos tribunais, a recorrer de decisões de juízes; nas escolas, para reclamar das notas que nos foram dadas; nas faculdades, para evitar prescrições. Enfim, o recurso é algo que, quando aceite, nos permite ter uma segunda oportunidade para fazermos algo, ou terceira, ou quarta... Bem, vamos ao que interessa.

Um dia, dei por mim a pensar... Será que também podemos pedir um recurso à vida? Cometemos tantos erros na nossa vida, tantas coisas que deviamos ter feito e não fizemos... Dava jeito que a vida nos desse um recurso de vez em quando, certo? Quantas vezes não nos acontecesse chatearmo-nos com alguém com quem deixamos de falar, e depois, passado um bocado, desejamos que isso não tivesse acontecido... Ou então a grande situação que acontece muitas vezes a muita gente, em que estamos com uma pessoa de quem gostamos, e perdemos uma excelente oportunidade de... bem... digamos... facturar? É chato. Todos nós já tivemos situações destas, e muitas mais.

Foi então, depois de pensar neste tema, que decidi mandar um carta à Vida:

"Excelentíssima Vida,

Venho por este meio fazer um recurso de todos os erros que cometi na minha vida, de todas as oportunidades desperdiçadas, de tudo aquilo que devia ter feito e não o fiz. Sinceramente, não sei o que me passou pela cabeça em muitas dessas situações, não sei o que me deu. O que é que me deu na cabeça para discutir com aquele meu amigo? O que é que se passou quando devia ter estudado para aquele teste e não o fiz, e agora correu mal e já não posso voltar atrás? Sinceramente, Vida, não sei. Só sei que cometi muitos erros. Mas venho recorrer a Vossa Excelência, para que me dê mais uma oportunidade para corrigir erros, para aproveitar aquilo que devia aproveitar, ou simplesmente para tentar corrigir, por meio de outras acções, aquilo que não devia ter feito. Aguardo resposta!

Grato pela atenção"

Para meu espanto, passado uns dias, ao abrir a portinhola do correio, reparei que tinha uma carta da Vida, endereçada à minha pessoa. Apressei-me para chegar a casa e abri-la. Quando a abro, vejo apenas a seguinte frase:

"Cada dia que nasce é um recurso que eu dou, a ti e a todos, para corrigirem os vossos erros."

Obrigado Vida!