As Crónicas, mas não de Narnia!


Ora, esta semana vou começar uma nova modalide no meu blog, sugerida por um amigo e leitor meu. No que consiste? Numa espécie de crónicas onde eu, semanalmente, tanto vou dar a minha opinião sobre assuntos da actualidade, ou exprimir aquilo que sinto durante essa semana, conforme o estado de espírito. Como já é óbvio, tive que tentar dar alguma piada ao título, portanto chamei-lhes "As Crónicas, mas não de Narnia!". Como podem ver, também acompanha esta ligeira mudança de formato, uma mudança de aspecto no blog (para quem está a ler através do BlogSpot). E pronto, como sempre, espero que gostem.

Espero que tenham tido um excelente Natal, já o meu foi bom, família reunida, prendas, muita confraternização e amizade. Agora vem lá a passagem de ano de 2009, que é para ser igualmente excelente e divertida!

O que me traz aqui esta semana é um assunto que inquietou, decerto, muita gente que se preocupa com a educação e com a juventude no nosso país, mais concretamente os que andam neste momento nas escolas (porque sim, eu também ainda sou jovem, por isso há que definir de que jovens estamos a falar).

O que se passou foi que, esta semana, mais uma vez numa escola do Porto, uma professora foi ameaçada por alunos com uma réplica em plástico duma arma de fogo. Ok, é uma situação gravíssima, que só vem mostrar a tristeza que são estes adolescentes hoje em dia. Segue-se o vídeo.

Mas o que a mim chocou mais ainda, não foi isto. Sim, foi uma situação gravíssima, impensável sequer no tempo em que eu andava na escola, que não foi há assim tanto. O que mais me chocou foi a associação de pais dizer que a culpa disto é da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte) porque não castiga convientemente os alunos e que não os educa. Desculpem lá? Como é? Mas desde quando é que os professores têm que ensinar os alunos que não se deve apontar armas aos professores nas aulas? Desde quando é que os professores, as escolas, as direcções de educação, o ministério, o estado... Desde quando é que todos estes são responsáveis por ensinar e educar os filhos que não são deles? Os professores têm que ensinar a ler e a escrever! Ensinar matemática, ciências, educação física! Não são eles que têm que dizer que não se pode bater em professores, que têm que se respeitar aquelas pessoas que estão ali para nos ensinar e nos tornarem pessoas melhores, para podermos ter um futuro melhor que o deles, não são eles que têm que nos ensinar como nos comportar, como agirmos em relação aos outros. Só falta, qualquer dia, dizerem que a culpa do filhinho não saber usar talheres é do estado, que ainda não criou uma disciplina chamada "Maneiras à Mesa".

Sabem o que eu acho? Acho que a esta atitude das associações de pais se pode chamar de "fuga à responsabilidade". Não têm mão nos seus próprios filhos, querem que os outros tenham por eles. Comecem a ligar mais aos vossos filhos, e a educá-los como deve ser, em vez de os mimarem demais e de lhes darem tudo aquilo que eles querem. Parece que não são só os vosso filhos que não têm juízo.

E pronto, eis a minha opinião semanal. Estou aberto a outras opiniões, sugestões e críticas. Basta deixarem comentário.

Resta-me desejar-vos a todos Boas Entradas e um Excelente Ano de 2009! Cumprimentos!

E agora, de quem é a culpa? Dos Danoninhos!




E cá vai mais um post. E neste post, vou falar sobre uma teoria (aviso já que não tão séria quanto a anterior), na qual eu pensei bastante à uns anos atrás e acabei por a formular. Chamei-lhe "Teoria do Danoninho". Aviso já que, neste post, vou dar mais exemplos no que diz respeito a raparigas, visto que sou rapaz, mas o mesmo também se aplica a rapazes. Passo a explicar:


Temos de ser francos: Quantos de nós não reparámos já numa rapariga que, eventualmente, conhecemos, bonita, bem feitinha, muito atraente, olhamos e pensamos para nós "Hum... Há-de estar na casa dos 18-20, com aquele aspecto e consituição...". Mais tarde, vamos a saber, tinha apenas 15 anos. Muitas vezes damos por nós a pensar "Bem, não me recordo de as minhas colegas, com aquela idade, serem assim tão bonitas e com tão bom aspecto". Às vezes até começamos a duvidar da nossa "sanidade mental", de olharmos para tanta rapariga com tão bom aspecto, que nos parecem sempre muito mais velhas, mas que na verdade acabarem de entrar, muitas delas, para o ensino secundário! Suponho que, para os rapazes, também possa acontecer o mesmo, mas como acabei de referir, sendo eu rapaz, não posso falar muito desse lado.


A questão é que este tipo de coisas acontece cada vez mais. Cada vez mais vemos raparigas mais novas bastante desenvolvidas para a idade, o que faz com que cada vez mais rapazes mais velhos se "atirem" a raparigas mais novas. Este aparecimento de tais adolescentes, já com aspecto de quase adultos, é um fenómeno inexplicável, que já muitos se debateram com este tema e nunca elaboraram uma teoria para explicar o mesmo. Mas, após algum pensamento, eu desenvolvi uma teoria credível (ou talvez não) para o explicar.


Apresento-vos, caros leitores, o Danoninho.


O Danoninho é o já famoso e massificado produto, fabricado com outros nomes por outros fabricantes que não a Danone, que todos conhecemos. Ajuda-nos a crescer, devido à enorme quantidade de nutrientes que possui que ajuda as crianças a crescerem mais fortes e saudáveis. Toda a gente o conhece, tem vários sabores, várias marcas, mas tudo se baseia no mesmo princípio.


Não me recordo exactamente em que ano apareceu o Danoninho, mas já tem alguns anos. No entanto, à uns anos atrás, quando eu era criança, não era o produto massificado que é agora. Teve muita adesão inicial, mas nem toda à gente os comia. No entanto, neste momento, o Danoninho é um produto quase imprescindível na alimentação dos mais pequenos, que começam a ser alimentados com grandes doses diárias do mesmo por dia, mal começam a conseguir comer bem. A minha geração só começou a ter o Danoninho, já eu tinha uns 8-10 anos. Hoje em dia é logo aos 2 anos, se for preciso, que começam a comer aquilo.


E é nesse princípio que se baseia a minha teoria. Não vêm a relação entre o aparecimento destas raparigas (e rapazes) precoces e os Danoninhos? É simples! As raparigas da minha idade, claramente, apesar de haver algumas excepções, não eram tão desenvolvidas pelo facto de que, tal como eu, quando o Danoninho foi lançado, não era um produto que fazia parte quase obrigatória das nossas dietas alimentares. No entanto, as crianças que tinham menos 4-5 anos que nós, começaram a comer aquilo logo desde pequenas, o que fez com que o Danoninho contribuísse mais no crescimento deles do que no nosso. Daí se explica quando nós, com 17-18 anos, viamos raparigas a entrar para o 10.º na nossa escola secundária e reparávamos logo "Uau, olha aquela aluna nova do 10.º! Mesmo gira, bem melhor que muitas do nosso ano!". Seria de esperar, portanto, que, quanto mais os anos avançassem, mais o Danoninho ia fazer parte da dieta das crianças, cada vez mais novas, o que iria proporcionar um desenvolvimento mais precoce ainda das mesmas. E se na altura, quando tinhamos 17-18 anos, já achavamos que raparigas/rapazes de 15 anos estavam a ficar mais desenvolvidas/os, as/os raparigas/rapazes que hoje em dia têm 15 anos, visto que começaram a comer Danoninhos ainda mais cedo do que nós, e ainda mais cedo que os que eram 3-4 anos mais novos que nós, mais desenvolvidas/os são. E é daí que se explica o facto de hoje em dia eu ver raparigas que, mais tarde, venho a saber que têm 15 anos, e que são muito mais desenvolvidas e, digamos, bem feitinhas do que muitas caloiras, e até mesmo veteranas, de algumas faculdades.


Bem, e aqui fica a apresentação da minha "Teoria do Danoninho". Espero que faça sentido para vocês, ou que pelo menos tenham achado piada. Estou aberto a comentários, críticas, sugestões e opiniões que me queiram fazer sobre esta teoria.


Cumprimentos a todos!

A Culpa é dos Morangos!




Olá pessoal! Depois de umas semanas atribuladas de trabalho, arranjei tempo para fazer um novo post! E para este post, vou-me estrear na crítica semi-cómica.

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou uma pessoa que gosta bastante de inventar teorias. Algumas completamente descabidas, outras que, apesar de tenderem para o cómico, fazem algum sentido. Esta é uma delas.

Dei por mim à dias, durante uma viagem de carro, a ouvir um programa de rádio, na Antena 1, com o professor Júlio Machado Vaz, de nome "O Amor É...", que é uma rubrica sobre amor, sexualidade e psicologia. Nesta rúbrica foram revelados dados sobre um estudo realizado em várias escolas portuguesas sobre os jovens adolescentes e o sexo. Segundo esse mesmo estudo, do que me lembro, concluiu-se que cerca de 50% da população de alunos do secundário, no final do 12.º ano, era virgem. Dos outros 50%, ou sejas, os que já tinham tido relações sexuais, as idades em que a maior parte deles se iniciou na vida sexual foi, nos rapazes, aos 14 anos, e nas raparigas aos 15 anos. Ou seja, segundo o Prof. Júlio Machado Vaz, a idade tinha descido bastante. Antigamente os jovens iniciavam-se na vida sexual mais tarde. Em contrapartida, os jovens encontravam-se bastante mais informados quanto ao uso do preservativo como medida de prevenção ao contágio das chamas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

A juntar a isto, menciono um artigo muito interessante, que já tem alguns meses, sobre as famosas festas que acontecem bastante em Cascais, não estou a falar das festas "secretas" dos ricos que são anunciadas nas revistas cor-de-rosa, mas sim as festas, mencionadas na revista "Sábado", salvo erro, de jovens adolescentes, que se juntam para bebedeiras, drogas e sexo. O que têm de mal estas festas? Nada, quer dizer, as pessoas têm a liberdade de fazerem o que quiserem. Mas o que me espantou neste artigo foram os testemunhos de raparigas e rapazes, mas neste caso duas raparigas em especial, não identificadas, que já tinham frequentado festas destas. Um delas de 12 anos, que já tinha praticado sexo com alguns rapazes de idades 15-17 anos nessas festas, e uma rapariga de 14 anos, que já tinha tido relações sexuais nessas festas com vários rapazes ao mesmo tempo. 12 anos? Com 12 anos jogava eu Pokémon para o Game Boy e Magic: The Gathering! Ia-me lá lembrar eu de beber o Whisky que o meu Pai tem no armário e convidar as raparigas da minha turma para uma festa de drogas e sexo e bebedeiras! Nós queríamos era jogar à bola e videojogos! Quanto ao exemplo da rapariga dos 14 anos, bem... Algumas colegas minhas do 9.º já saíam à noite aos 14 anos e tinham as suas curtes... Mas nada de sexo com mais que um rapaz, penso eu...

É notável a diferença de mentalidades que eu vejo em tão pouco tempo. O que me levou a pensar o que seria a causa de tudo isto. E sem ser preciso pensar muito, cheguei a um ponto comum em tudo isto, e que pode muito bem ser a causa de tal mudança de comportamentos: a série da TVI, Morangos com Açúcar.

Nada contra a série. Acho-a uma "escola" muito boa para a formação de futuros actores e actrizes para o teatro, cinema e televisão portugueses. E as primeiras séries eram muito boas e bastante educativas e, por assim dizer, "soft". Mas de há uns tempos para cá, penso que as séries foram perdendo-se pelo caminho. Nunca fui espectador assíduo desta série, mas vou vendo alguns episódios pontualmente. Recordo-me particularmente de dois casos engraçados, que passo a relatar:

Caso 1 - Um rapaz e uma rapariga, que sempre gostaram um do outro, decidem declarar o seu amor. Vira-se o rapaz "Sabes, sempre tive um fraquinho por ti. Sempre quis estar contigo, não tenho olhos para mais ninguém". Ao que a rapariga responde "Eu também. Adoro-te tanto". Responde o rapaz "Queres namorar comigo?". A rapariga diz: "Sim!"... Faz-se uma "cut scene" para outro sítio. Quando se volta para o sítio onde este recém-casal que acabou de declarar agora mesmo o seu amor, vê-se uma cena em que eles são interrompidos por outra pessoa que morava naquela casa, no meio duma relação sexual.

Caso 2 - Um grupo de rapazes e raparigas, que na séries supostamente terão entre os 10 e os 12 anos, a jogarem verdade ou consequência. Calha como consequência a um beijar uma rapariga, ao que o rapaz diz "Mas eu... não sei beijar uma rapariga!" ao que os outros se riem e dizem "Ahah! Nunca beijou um rapariga!".

Bem, agora passo a dizer o que acho de cada caso. Em primeiro lugar, antes de comentar o 1.º caso, devo referir que não sou contra a prática de sexo numa noite em que se saía para uma discoteca, se conheça alguém que nos suscita desejo, e se vá para a cama com ele. Como já disse, cada um sabe de si. Mas o caso 1 não se trata disso. No caso 1 são duas pessoas, que gostavam uma da outra, não sabiam, declaram-se e... Pimba! Como é gaja? 'Bora festejar para a caminha? Oh yeah!... Bem, corrijam-me se estiver enganado, mas... Eu penso que as coisas na realidade não são bem assim. Ou pelo menos não o eram. Mas com exemplos destes na televisão, a "banalização" do sexo é cada vez maior.

Em relação ao caso 2, bem, lá vem novamente o factor da idade. Um rapaz/rapariga com 10-12 anos só quer é brincadeira. Pensar já em beijar raparigas? Sim, talvez pensem, mas não é coisa a que dêem muita importância. Pensarem em sexo, como a rapariga que mencionei do artigo da revista? Enfim... Com exemplos destes na TV também... Não admira. Aos 12 anos estão as raparigas a começar a desenvolver a sexualidade, bem como alguns rapazes. Repito, a começar! Os rapazes chegam inclusivé a começar mais tarde!

Os Morangos com Açúcar, neste aspecto, não dão só estes exemplos que eu considero maus. Também há os bons, normalmente a promoção do uso do preservativo, entre outros. Mas penso que a recorrência a cada vez mais cenas de sexo, por vezes cada vez mais explícitas, com personagens cada vez mais novas e de uma forma que não acontece na realidade, está a dar uma ideia errada do sexo aos mais novos, e está não só a fazer com que iniciem a vida sexual cada vez mais cedo, como está também a banalizar cada vez mais o sexo.

Devo referir, novamente, que não sou nada contra uma curte que termine em relações sexuais, ou que sou daquelas pessoas que diz que só deve haver sexo quando duas pessoas se amam profundamente (tipo novelas a representar idades antigas, sexo só depois do casamento... E mesmo assim...). Mas penso que o sexo, numa relação, é um passo importante que se toma. O sexo é a forma máxima de demonstração do sentimento que se tem por uma pessoa, o chamado "com o meu corpo te venero" (não me recordo onde li isto). E, portanto, sou contra a banalização do mesmo, e contra as coisas que o tentam banalizar. E com isto, termino, dizendo...

... A culpa é dos Morangos!

E mais uma...

Tavira, Verão 2008
Panasonic Lumix FX10


... Foto! Há uns tempos que não punha uma foto da minha autoria. Esta foi tirada no Algarve, durante as férias de Verão, numa ilha deserta em Tavira, ao qual se seguiu uma bela caminha pelo lodo mais uns bons metros de natação até à doca... Porque não tínhamos barco para voltar... Mas foi do mais divertido que há, cansou, mas valeu a pena!


Ando aqui a magicar mais um texto novo para por no blog, até lá, contentem-se com esta foto, que acho que até está bem tirada.


Atendendo às "queixas" dos leitores do meu blog, vou tentar por um texto engraçado no meu próximo post.


Agradeço a todos o vosso apoio e espero que gostem!


Cumprimentos.

Será que há recursos para a vida?



E este é o meu primeiro post, depois de umas excelentes férias, e de as aulas já terem começado. E viva o stress!

Já ouviram falar em recursos, suponho. Um recurso é uma "ferramenta" que nos permite, em vários tipos de situações, refilar com alguma decisão que foi tomada com a qual não estamos de acordo, ou não a merecemos, ou porque simplesmente nos apetece refilar com tudo e com todos. O que há mais para aí é recursos mesmo. Eles são nos tribunais, a recorrer de decisões de juízes; nas escolas, para reclamar das notas que nos foram dadas; nas faculdades, para evitar prescrições. Enfim, o recurso é algo que, quando aceite, nos permite ter uma segunda oportunidade para fazermos algo, ou terceira, ou quarta... Bem, vamos ao que interessa.

Um dia, dei por mim a pensar... Será que também podemos pedir um recurso à vida? Cometemos tantos erros na nossa vida, tantas coisas que deviamos ter feito e não fizemos... Dava jeito que a vida nos desse um recurso de vez em quando, certo? Quantas vezes não nos acontecesse chatearmo-nos com alguém com quem deixamos de falar, e depois, passado um bocado, desejamos que isso não tivesse acontecido... Ou então a grande situação que acontece muitas vezes a muita gente, em que estamos com uma pessoa de quem gostamos, e perdemos uma excelente oportunidade de... bem... digamos... facturar? É chato. Todos nós já tivemos situações destas, e muitas mais.

Foi então, depois de pensar neste tema, que decidi mandar um carta à Vida:

"Excelentíssima Vida,

Venho por este meio fazer um recurso de todos os erros que cometi na minha vida, de todas as oportunidades desperdiçadas, de tudo aquilo que devia ter feito e não o fiz. Sinceramente, não sei o que me passou pela cabeça em muitas dessas situações, não sei o que me deu. O que é que me deu na cabeça para discutir com aquele meu amigo? O que é que se passou quando devia ter estudado para aquele teste e não o fiz, e agora correu mal e já não posso voltar atrás? Sinceramente, Vida, não sei. Só sei que cometi muitos erros. Mas venho recorrer a Vossa Excelência, para que me dê mais uma oportunidade para corrigir erros, para aproveitar aquilo que devia aproveitar, ou simplesmente para tentar corrigir, por meio de outras acções, aquilo que não devia ter feito. Aguardo resposta!

Grato pela atenção"

Para meu espanto, passado uns dias, ao abrir a portinhola do correio, reparei que tinha uma carta da Vida, endereçada à minha pessoa. Apressei-me para chegar a casa e abri-la. Quando a abro, vejo apenas a seguinte frase:

"Cada dia que nasce é um recurso que eu dou, a ti e a todos, para corrigirem os vossos erros."

Obrigado Vida!

Em busca do caminho da felicidade - Conclusões



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

De regresso a casa, e depois de tanto pensar nos problemas que tenho, dou por mim a pensar "O que é que aprendi com tudo isto?", "O que é que eu posso fazer?", "Que atitude deve tomar de agora em diante?".

Pergunto-me o que é feito do caminho da felicidade. Porque é que me perdi dele? Porque é que não o encontro. Ou porque é que ele não quer que eu o encontre. Não passei já por problemas que cheguem? Não tive já a minha dose de sofrimento? Será que tenho de passar por mais ainda para poder encontrá-lo? Ou será que, ao longo da minha vida, fiz algo de tão errado que agora esteja a sofrer uma espécie de "castigo divino"? Será pedir muito o querer ser feliz? Será pedir muito o querer encontrar-te felicidade?

No meio de tanta pergunta, de tanta frustração e desespero, dá-me, por vezes, vontade de fugir, de desistir de tudo, de desaparecer.Mas é nessas alturas que ouço, dentro da minha cabeça, algo a sussurrar "Luta!", "Não desistas!". De onde vem esta voz, este pensamento?

A verdade é que, pensando um bocado, chego à conclusão que essa voz tem razão. A vida é longa para algumas coisas, e curta para outras. Não se pode perder tempo a pensar no que correu mal, nos problemas que se têm. Sim, é inevitável pensar nisso durante uns tempos, mas temos que, o quanto antes, começar a pensar no que fazer para os resolver, para os evitar para a próxima. E não nos podemos desmotivar nem deixar ir abaixo por causa desses obstáculos. Temos de lutar pelos nossos objectivos e sonhos. Não podemos desistir. Temos que lutar, quer na escola, quer no trabalho, pelos nossos objectivos, por melhores notas, por subir na carreira. Não podemos desistir da vida, dos nossos amigos, das pessoas e das coisas que antes nos davam prazer e que, devido aos problemas, parece que deixaram de o dar. Não podemos desistir do amor, por mais magoado que esteja o nosso coração. Só existe uma coisa que pode curar as feridas do amor, e essa coisa é também o amor. Parece estranho e contraditório, mas é a verdade. Não falo do caso típico de "para curar um amor, tem de se arranjar outro". Não falo do amor romântico, mas sim do amor como sentimento generalizado. O amor pela família, e por todas aquelas pessoas que nos são queridas. E descobri isso a partir dos amigos mais chegados que tenho. Nestas fases difíceis, em que sentimos que o mundo nos virou as costas e que ninguém quer saber de nós, o único recurso que nos pode salvar são os amigos. Fazem-nos sentir amados, queridos, fazem com que nós descubramos e/ou relembremos que, afinal, somos importantes para alguém e que estamos neste mundo para fazer algo, e que afinal ele não nos virou as costas, mas está sim a dar-nos uma lição que poderá ser importante para a vida.

Sabem que mais? Finalmente percebi. Percebi que não vale a pena procurar um caminho para a felicidade, porque não existe nenhum feito. O caminho para a felicidade tenho de ser eu a construir, pouco a pouco, lutando pelos meus sonhos e não desistindo perante os obstáculos. Esse sim é o caminho da felicidade. Não algo que se busca, mas que se constrói.

E assim começa a construção do meu caminho para a felicidade.

E assim acaba esta história. Espero que tenham gostado e obrigado pela leitura e comentário. Cumprimentos a todos.

Em busca do caminho da felicidade - A escolha errada para uma fuga..



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Enquanto continuo a minha caminhada, relembro-me novamente daquilo que correu mal. Como já havia pensado, todo este problema de "falta de futuro" originado pela faculdade, fez-me tentar fugir para outras coisas que, de certa forma, me dessem algo em que acreditar. Se a nível académico/profissional não estava bem, porque não tentar assegurar um futuro em termos emocionais? Parecia algo a tentar, apesar de o meu historial não ser dos melhores, não porque nunca tivesse tido pessoas interessadas numa relação mais íntima comigo, porque já tive, mas nunca fui do género de ter uma relação com uma pessoa só para, digamos, aproveitar o facto de ter alguém que gostasse de mim. No fundo, ainda sou um romântico. E gosto de o ser. Mas, como disse, parecia tentador, mas só mais tarde me apercebi da estupidez que cometi. Infelizmente, foi um pouco tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Tentar assegurar um futuro numa coisa que nunca dependeu de mim é pura estupidez. Mas fi-lo, e aprendi da maneira mais difícil.

A minha vida amorosa pode-se resumir, na sua grande parte, a duas palavras: não correspondido. Não foi o que aconteceu em todos os casos, felizmente, mas numa boa parte deles, infelizmente. Se a faculdade foi o "combustível" para a fase mais complicada da minha vida, posso dizer que a vida amorosa e os seus desaires foram aquilo que iniciou a combustão.

Apaixonarmo-nos por uma pessoa é, como diz uma música da qual eu gosto muito:

"Falling in love could be the first thing,
Falling in love could be the worst thing."

E é verdade. O apaixonarmo-nos por uma pessoa pode ser o primeiro passo para uma futura relação amorosa. E pode ser a pior coisa que existe no mundo. O amor tem tanto de gratificante como de arrasador. É capaz de nos tornar a pessoa mais feliz do mundo, tal como é capaz de, por vezes, fazer-nos sentir como se a vida, por momentos, já não tivesse grande sentido.

O sucesso que tive deu lugar a boas lembranças, que ficaram guardadas. Mas não foi o sucesso que me causou estes problemas. Foi o insucesso, ou, chamemos-lhe, amor não correspondido, do qual, infelizmente, já tenho alguns exemplares na colecção.

O amor não correspondido é um sentimento de perda como outro qualquer. Há quem diga que fins de relações, namoros e traições são piores e custam mais. Não concordo. São sentimentos diferentes, que levam a reacções diferentes mas que, no fundo, são todos o mesmo sofrimento. O sofrimento por amor.

É incrível a rapidez com que nos apaixonamos, com que pegamos na pessoa amada e a colocamos rapidamente no pedestal mais alto da nossa consideração. Pensamos nessa pessoa a todo o instante, fazemos tudo por ela, dedicamo-nos a ela ao máximo, damos o nosso melhor para conquistá-la, para lhe agradar, para fazer ver o quanto gostamos dessa pessoa e o que ela significa para nós. Estar apaixonado é um encher repentino daquele vazio que se encontra no coração, dá-nos vida, dá-nos esperança. Ficamos tão felizes que julgamos que não há nada que não possamos enfrentar, nada que não possamos derrotar, até que... "Eu gosto de ti, mas como amigo..." ou "Não quero nenhuma relação contigo, desculpa."... Pois é, parece que, afinal, há coisas que podem derrotar aquilo que sentimos. E o facto de a pessoa não corresponder aquilo que sentimos é uma delas. E depois disto, começa o processo difícil de esquecimento. Incrível como é rápido apaixonarmo-nos, e tão lento esquecermo-nos do que sentimos por aquela pessoa. Quando nos apaixonamos, está um escadote no pedestal, para subirmos até lá acima e pormos essa pessoa lá. Mas quando temos que esquecer a pessoa, vamos até ao pedestal, para a tirarmos de lá, e reparamos que o escadote... Desapareceu. E temos de procurar um.

O que é que uma pessoa sente quando sabe que o seu amor não é correspondido? Boa pergunta. O que é que sentes se a pessoa de quem gostas não está interessada em algo mais? O que é que sentes se essa pessoa não está interessada em retribuir todo o carinho, amor, atenção e dedicação que lhe deste? O que é que sentes se tivere um coração cheio de amor para dar, e essa pessoa simplesmente não o quer receber? Revolta? Tristeza?

Eu sinto frio. Sim, frio. Sinto frio no meu coração. Sinto que o Verão acabou de repente, e que o Inverno se apoderou de mim. Que tenho eu de errado? Que fiz eu de mal? Porque é que tenho tanto para dar, de livre vontade, e essa pessoa não o quer receber? Parece que uma parte de nós morre. E aquilo que antes estava cheio de vida, de amor, de paixão por uma pessoa, esvazia-se completamente. E o que é que lá fica dentro? Tristeza. Revolta.

Uma agravante deste tipo de sofrimento é quando a pessoa que não nos corresponde arranja uma outra pessoa para uma relação a dois. A tristeza e a revolta são maiores, não pelo facto dessa pessoa ter alguém, mas porque nos pomos a pensar "Porquê ele e não eu?". "O que é que ele tem que eu não tenho?". "O que faz dele tão especial para merecer o amor dela e eu não tenho?". O grave é quando começamos a ter pensamentos de inferioridade, quando começamos a achar que a outra pessoa é melhor que nós, que nós simplesmente não somos merecedores... Errado. As pessoas não são mais ou menos que as outras, e eu sei disso. Somos diferentes, por mais pequeninas que as diferenças possam ser por vezes. Mas sim, são pensamentos que nos surgem nestas alturas e nestas ocasiões.

Este tipo de coisas nem sempre são "más". Muitas vezes, quando já somos amigos da pessoa em questão, estas situações servem para fortalecer por vezes a amizade, após algum tempo de recuperação, claro. Mas isto também tem um pouco de contraditório. O amor não correspondido do tipo "gosto de ti, mas como amigo" é o mais revoltante de todos. Não o mais triste, mas aquele que, por vezes, mais revolta. Porquê? Simples. A base essencial para qualquer relação a dois, é a amizade. Se não há uma relação de amizade intíma entre duas pessoas, essa relação está, desde logo condenada. Então e, se já somos amigos, e amigos muito próximos, porque é que não quer nada comigo? O que foi que fiz mal? O que é que tenho de mal? A nossa relação já tem as bases, porque é que ela não quer avançar para um nível superior? A verdade é que sim, a amizade é uma base importante, mas por si só não chega para criar uma relação amorosa a dois. Quando duas pessoas já têm uma relação de amizade próxima e duradoura, é mais difícil mudarem o que sentem, por vezes. É fácil criar amizade através do amor. Mas difícil criar amor pela amizade, porque, para a pessoa que não nos corresponde, nós já estamos arrumados no cantinho dos amigos, e sair de lá é algo muito difícil. Depois vem, nestes casos a situação ambígua de manter a amizade. É óptimo, depois de um abalo destes, poder manter-se uma amizade, pois há muita gente que termina toda e qualquer relação depois de uma situação destas. Mas também é muito mau, pois atrasa aquilo a que eu chamo o processo de recuperação. Não o torna impossível, não de todo, mas dificulta-o. Faz com que a tristeza e a revolta durem mais. É podermos estar com essa pessoa, sentirmo-nos na mesma bem quando estamos com ela e chegarmos a casa e pensarmos o porquê. Porque é que não dá nada? É uma espécie de tortura, diria. Estarmos com aquela pessoa e, a cada palavra, a cada contacto com ela surgir-nos na cabeça "sabe tão bem... mas não vou ter mais nada com ela". E, em alguns casos, vêr essa pessoa nos braços de outra. Parece que nos estão a pegar no coração, já por si dorido de toda esta tortura, e o espezinhassem mais um bocadinho. Pode custar mais esquecer alguém e manter uma amizade, mas é possível, e acontece muitas vezes, mas é assim que, por vezes, se ganham verdadeiros amigos. Já aconteceu comigo algumas vezes e fiquei com grandes amigas no processo. Já dizia o ditado: "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar."

O que eu aprendi com isto? Que não posso tentar resolver a minha vida com algo que não depende só de mim. Aprendi que o amor é algo muito bom, mas que gosta muito de nos pregar partidas. Mas essas partidas só servem para nos tornar mais fortes. Por mais magoados que sejamos, por mais não correspondidos que sejamos, temos que acreditar no amor. Esta pessoa não quis o nosso amor? É triste, sim. Doi muito, é verdade. Mas não se pode desistir do amor. Há alguém, por aí, que quer o nosso amor, o nosso carinho, a nossa atenção, aquilo que outros não quiseram. E nesse dia, lembramo-nos do sofrimento que passámos e rimo-nos dele.

Faz-se tarde. Dou meia volta e inicio o caminho de regresso a casa. E assim continua esta nova etapa da minha vida.

Em busca do caminho da felicidade - Onde o problema começou...



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Levanto-me e desço a rua. Observo as pessoas, no seu quotidiano, cada uma ocupada com as suas pequenas tarefas e problemas. E isso faz-me lembrar como tudo isto começou. Faz-me lembrar o problema principal, aquilo que contribui mais para esta fase mais difícil da minha vida: a faculdade.

O que tem de mal a faculdade? Pois, nenhum, é verdade. Alias, supostamente até seria uma coisa boa, sinal de que a nossa aprendizagem e o nosso estudo desde criança até à entrada na faculdade tiveram os seus frutos. O problema é quando entramos na faculdade e as coisas começam a correr mal.

Maus métodos de estudo, má adaptação ao ambiente e ritmo da faculdade. Resultado: insucesso às cadeiras, más notas, chumbo. Com o insucesso, vem a desmotivação, com a desmotivação, vem a preguiça, com a preguiça, a perda de vontade de estudar, depois a perda de interesse pelas cadeiras, tudo isto culminando na perda de gosto pelo curso. Foi o que me aconteceu. Incrível como aquele que antes era o meu sonho, tornou-se numa das coisas que mais me atormenta.

De início, quando comecei a ter os primeiros insucessos, coisa que, felizmente nunca tinha tido anteriormente, pensei para mim mesmo "estou aqui há pouco tempo, ainda tenho que me adaptar, chumbar é 'normalíssimo' na faculdade, não há que ir abaixo por isto". Mas, apesar de pensar assim, lá no fundo, naquilo a que se chama inconsciente, todo estes insucessos iam-me destruindo a auto-estima. E com a auto-estima, ia-se também desvanecendo aquele sonho. O sonho que alimentava desde criança até à entrada na faculdade estava a ficar cada vez mais inatingível. E o gosto pelo curso... desvaneceu-se com o sonho.

Toda esta desmotivação, esta "perda" do sonho, tornou-se em tristeza, tristeza essa que se espalhou por muitos outros problemas e que desencadeou toda esta fase pela qual agora passo. Digamos que foi o "combustível" de tudo isto. Vi-me, dum momento para o outro, sem qualquer futuro. E procurei por uma espécie de futuro em outras coisas, que por sua vez originaram mais problemas, pois, como é óbvio, não correram bem. Tentei refugiar-me desesperadamente noutras coisas, que não deram em nada. Tentei fugir a este problema. Até que reparei de que não vale a pena fugir mas, sim seguir em frente, procurar uma solução para este problema, porque todos os problemas têm solução, se não desistirmos de a procurar e se dermos ao tempo algum tempo para nos ajudar.

Continuo a descer a rua, observando as pessoas que por ela passam. E, tal como as pessoas passam, também esta nova etapa da minha vida continua.

Em busca do caminho da felicidade - A Infância, a Adolescência e os Amigos



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Olho para a rua e vejo um jardim. Bancos de pedra, protegidos do sol pelas àrvores, com folhas de um verde vivo. Saio de casa e vou para o jardim e sento-me no banco. Começo então a rever na minha cabeça o que foi a minha vida até agora.

Lembro-me relativamente bem da minha infância. Feliz, no geral, embora com alguns pequenos obstáculos. Felizmente, tenho uma família que nunca me faltou em nada e que sempre me ajudou. Nunca me faltou amor nem carinho no meu lar, e isso é algo pelo qual eu dou graças. No geral, enquanto ainda criança com apenas um dígito na idade, fui bastante feliz. Conheci vários e grandes amigos nesta idade, e com os quais mantenho uma óptima relação actualmente. São pessoas com as quais eu sei que posso contar.


Os obstáculos nesta fase da minha vida começaram a partir dos 11, 12 anos. Lembro-me bem dessa fase. É a fase típica do ser humano em que, ainda não estamos a chegar à adolescência, mas estamo-nos a preparar para isso. É nesta fase que muita gente começa a ligar ao que está na moda. Começa a dar mais importância ao que os outros pensam deles. E é nesta fase que algumas pessoas encontram os primeiros obstáculos na sua vida. Pois nem todas as pessoas, nesta idade, e nas outras que se seguem, começam a dar importância às mesmas coisas, nem da mesma forma, e isso, infelizmente, causa alguma "marginalização". Custa um bocado ver aquelas pessoas que, há uns anos atrás, estavam sempre a brincar connoscos nos intervalos das aulas, a porem-nos de parte, a excluirem-nos dos seus divertimentos, só porque não gostamos de fazer esta coisa, ou porque gostamos de fazer aquela coisa que, supostamente, está fora de moda. Agora que penso nisso, chego a conclusão que talvez o maior problema nesta fase foi o facto de eu não ceder a essas pressões e continuar a fazer aquilo que gostava, mesmo que não fosse aquilo que os outros gostavam. Mas há que ver o lado positivo desta exclusão. Foi graças a esta exclusão que pude descobrir quem eram as tais pessoas que, afinal de contas, eram mesmo meus amigos, independentemente dos gostos diferentes.

Passando esta parte da infância, chegamos aquela que é considerada uma das fases mais complicadas, normalmente, da evolução duma pessoa: a adolescência. Idade de conflitos, de definição de personalidade, idade em que começamos a construir alguma da nossa indepêndencia. Idade em que começa também a surgir, com relativa força, sentimentos como o amor. Idade em que se desperta o desejo sexual. Mas penso que este campo do amor é algo que merece uma "revisão" à parte. Foi por esta altura que me comecei a integrar mais na vida social. Conhecer novos amigos, as primeiras saídas à noite com o pessoal. No meu caso, não foi uma idade muito difícil, confesso. E, apesar de estar ser uma altura da nossa vida em que a nossa vida social melhora consideravelmente, também teve um desfecho em tudo semelhante ao da infância. Apesar de, nestas idades, se dar uma maior importância às amizades, também nesta idade se conhece muita gente que não quer saber disso, que são muito simpáticos e sociáveis quando estamos juntos, mas que logo se esquecem de nós quando tudo isso acaba. Felizmente, também por esta altura fiquei com alguns amigos valiosos, e que me têm ajudado bastante ao longo do tempo. Uma minoria, mas ainda uns quantos. E a mesma história se repete, na faculdade e no trabalho. Penso que é assim que as relações funcionam ao longo da vida: alguns ficam óptimos amigos, outros logo se esquecem.

Saio um pouco desta deambulação pelas minhas memórias. Está-se muito bem no jardim, sentado no banco, com a sombra das folhas sobre mim e uma brisa fresca a passar. Concluo a lição que retirei de tudo isto que estive a pensar agora. Por vezes, há alguma tendência para nos menosprezarmos porque fomos, de certa forma, excluídos quando éramos mais novos, só porque tinhamos gostos diferentes. Isso é algo que não faz sentido. O que define a personalidade não é o facto de estarmos sempre a fazer aquilo que os outros gostam e que está na moda, mas sim fazermos aquilo que gostamos e estar com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós como nós somos, sem ligar a modas. Aprendi também que a quantidade de amigos e de pessoas que conhecemos não interessa, mas sim a qualidade. Não quero por isto dizer que não devia ter uma vida social activa. Isso é algo bom, e é algo que continuo a ter. Só com uma vida social activa é que conseguimos conhecer pessoas que, eventualmente, se poderão tornar amigos de qualidade. Mas não nos devemos é preocupar em estar sempre a conhecer mais e mais gente nova, como eu fiz, em certa altura.

Sentado no banco do jardim, a ouvir o som do vento a passar por entre as folhas, continuo esta nova etapa da minha vida.

Em busca do caminho da felicidade



"Em busca do caminho da felicidade" é uma pequena história, fictícia e ao mesmo tempo real, pois reflecte muitas das coisas pelas quais muitos de nós passaram ou passam. Esta história, da minha autoria, consiste na busca da felicidade por um jovem que se encontra, de momento, numa fase mais complicada da sua vida. Espero que com esta história algumas pessoas vejam alguns dos seus problemas reflectidos, e que os ajude a pensar e, quem sabe, a encontrar soluções para os mesmos. Espero que gostem!

Ponho-me à janela, olhando a rua. Está um dia bonito. O Sol brilha, uma ligeira brisa faz com que o dia não seja demasiado quente. Quem sou eu? Alguém. Alguém que, durante o seu percurso na vida, teve que enfrentar, e tem que enfrentar alguns obstáculos, obstáculos esses que, de uma forma inexplicável, o fizeram perder do caminho da felicidade. No entanto, não pretendo desistir de procurar esse caminho. A vida não passa de uma simples procura pela felicidade. Não interessa quando a encontramos, logo de início, se mais tarde. O que interessa é que a procuremos. O que interessa é não desistirmos. E, como tal, eu não vou desistir de procurar esse caminho.

Lembro-me quando era mais novo. Não tinha bem noção deste tal caminho da felicidade. Nem dava conta que ele existia. Isto porque estava sempre a ser acompanhado pela família. A família, no ínicio da nossa vida, é aquilo que nos mantém no caminho da felicidade. Mas conforme envelheci, foram surgindo mais situações, que exigem mais e mais independência. E fui-me perdendo do caminho da felicidade. Ou assim pensava eu. O que aconteceu não foi eu perder o caminho da felicidade. Simplesmente não posso viver sempre no caminho que me é dado pela família. Chega uma certa altura em que nós temos de procurar o nosso próprio caminho. E é nesse ponto em que me encontro.

O problema é que... Não sei bem por onde começar. Sei que isto é algo que tenho de fazer sozinho, por mais que custe. Há muita gente, amigos, entre outros que nos podem ouvir, dar dicas, apoiar, mas, por mais que se queira, este tipo de coisa é algo que temos de fazer sozinhos. Mas isso não me assusta. Apenas não sei por onde começar. Talvez... Já sei. Talvez o melhor seja recapitular o que tem sido a minha vida até agora. As coisas boas, as coisas más, todos os acontecimentos, e o que aprendi com eles. Depois, talvez ver o que posso mudar na minha pessoa, corrigir as falhas que encontrei com as lições que aprendi. Não sei se será assim que descobrirei o caminho, mas é um bom começo.

Olho para a rua. Está um dia bonito. E uma nova etapa da minha vida começa.

Auto-Estima



Um título bastante directo, para um assunto bastante interessante e influenciado por vários factores. Vivemos num mundo em que, cada vez mais, há pessoas com problemas de auto-estima, em que se sentem à parte, inferiores às outras pessoas. Em contrapartida, também vai havendo casos de pessoas com excesso de auto-estima, que acreditam que são mais que os outros e que nada de mal lhes pode acontecer. Isto deve-se a vários factores.

Como já falei aqui, vivemos num mundo em que se tem uma grande tendência para, por vezes, por de parte quem abraça diferentes modos de ver as coisas, ou que tem gostos diferentes daquilo que é considerado a "moda". Isto é um dos factores principais que influencia a auto-estima. Muitas das pessoas nem sequer pensam nos danos que são feitos à auto-estima das pessoas que são postas de parte, apenas porque têm gostos diferentes deles, e do que está na "moda". Não pensam como, por vezes, essas pessoas se sentem sozinhas e ficam com uma tendência enorme para se acharem inferiores aos outros, quando na realidade, apenas são diferentes, e apreciam coisa diferentes. O contrário, como referi, também acontece. Há pessoas que, por estarem sempre muito "in", são por vezes quase que idolatradas pelos outros, como uma referência, um modelo a seguir. Sim, é óptimo uma pessoa ter uma auto-estima em cima, mas o excesso de auto-estima também pode ser mau. Pode levar a pessoa a acreditar que é superior aos outros e a achar que nada lhes pode acontecer, como referi acima. Isso trata-se de uma ilusão. Ninguém é melhor que ninguém. E já se diz, há muito tempo, quanto mais alto se sobe, maior a queda.

Há mais factores que mexem com a nossa auto-estima. A personalidade tem alguma influência. Há pessoas que simplesmente têm mais facilidade em "ir abaixo" que outras. Claro que a personalidade é algo que se cria desde pequeno com a nossa família e as nossas vivências, portanto pode-se afirmar que a família e um factor também importante na nossa auto-estima. A família é a base para tudo aquilo que pretendemos obter na nossa vida. Se tivermos uma família que nos apoia, que não nos deixa faltar nada, é muito mais fácil ter uma auto-estima mais alta, e sentirmo-nos mais aptos para enfrentarmos os nossos problemas. Quando esta base fulcral nos é retirada, é muito difícil acreditarmos em nós e sentirmo-nos capazes de fazer algo.

As pessoas com quem nos damos, no dia-a-dia, também são de vital importância. Os nossos amigos têm uma importância na manutenção da nossa auto-estima quase igual à da nossa família. Os nossos amigos são aquelas pessoas que acreditam em nós, nas nossas capacidades e que nos fazem sentir capazes de enfrentar tudo aquilo que nos atormenta, mesmo quando estamos mais em baixo. Mesmo que sejam poucos, desde que sejam bons, é o que interessa. Bons amigos são meio caminho andado para uma auto-estima saudável!

O inevitável tema do amor também é algo que influencia a auto-estima. Não devias, mas fá-lo, infelizmente. Quando temos uma relação estável, a vida, e a nossa auto-estima, é um mar de rosas. Não há nada tão estimulante como uma relação estável e estarmos com alguém de quem gostamos. O problema aqui surge quando somos rejeitados, ou traídos/trocados. Quando uma destas acontece (e, claro, dependendo também da pessoa, porque cada pessoa tem a sua maneira diferente de sentir estas coisas), a nossa auto-estima desce, bastante. No caso da traição/troca, ficamos sempre a pensar o que é que a outra pessoa tem a mais que nós para que o nosso parceiro/a passe a gostar dela. Sentimo-nos inferiores a essa pessoa. Uma estupidez, é verdade, mas é o que acontece muitas vezes. Já na rejeicção, também nos sentimos inferiores, mas de uma forma diferente, mas igualmente erradíssima. Sentimos que não somos suficientemente bons para a pessoa que gostamos, sentimos que não merecemos ser feliz, ou que não temos o mesmo direito ao amor que os outros... Como disse, algo que não faz sentido, e que, alguns de vocês poderão pensar "ninguém pensa assim...". Acreditem, há muita gente que pensa assim, infelizmente. Ninguém é mais, ou menos, que ninguém. Todos nós temos o mesmo direito ao amor, a ser felizes. Se uma pessoa nos abandonou, ou não quis ter uma relação connosco, sim, é triste. Mas isso não nos tira nenhum direito, isso não nos faz uma pessoa com menos qualidades que as outras. Apenas não correspondemos ao que a outra pessoa gosta de ver num parceiro. Mas tal como essa pessoa não aprecia as nossas qualidades, há quem as aprecie, basta não desistir, há alguém à espera de uma pessoa exactamente como nós, e que provavelmente nos fará bem mais felizes!

A auto-estima baixa pode-se tornar num ciclo bastante mau. Faz-nos cada vez pensar pior de nós mesmos, faz com que cada vez gostemos menos de nós mesmos. O maior perigo para uma pessoa com auto-estima em baixo é ela própria. Mas esse ciclo pode ser facilmente quebrado, fazendo coisas que nos dão prazer, que nos fazem ver que somos pessoas iguais a todas a todas as outras, com qualidades e defeitos. Sair com os amigos, divertirmo-nos... Até mesmo sair sozinho, para espairecer... Conhecer gente nova! Há muitas maneiras de evitarmos entrar nesse ciclo, e, para quem já se encontra nele, até mesmo para sair dele. É preciso é coragem, força. Não pensem que não conseguem. Toda a gente consegue. Pode ser difícil, por vezes, mas faz-se perfeitamente. Para que os outros gostem de nos é preciso que, acima de tudo, nós gostemos de nós mesmos. E ninguém é feliz sem gostar de si mesmo.

Todos temos as nossas qualidades e defeitos, todas as pessoas são diferentes, mas ninguém é melhor ou pior que os outros. Nunca se esqueçam disso. Não se deixem ir abaixo, e não se esqueçam, há sempre maneiras de evitarmos uma descida repentina da auto-estima! Não estão sozinhos! Não desistam!

Cumprimentos a todos.

Novo link, e "novo formato"!

Bem, é só para avisar que blog mudou o link e o formato. O formato já não é novo, pois ultimamente já tenho vindo a fazer posts nos quais escrevo aquilo que penso, acho e sinto acerca de muitas coisas. O link mudou para reflectir essa mesma mudança, porque este blog vai passar a ser um local onde escrevo tudo aquilo que me apetece escrever, e que me surge na cabeça.

Esperem um novo post para breve!

Cumprimentos a todos!

É difícil crescer...

Pêra, 2007
Panasonic Lumix FX10


Como devem ter reparado, tenho andado a fugir um pouco à tendência que tem sido habitual no meu blog. Isto deve-se ao facto de que decidi que, para além de mostrar algumas das minhas fotos e simplesmente comentá-las, também poderia mostrar algum do meu conteúdo escrito, falar sobre a vida, sobre a actualidade, sobre aquilo que acho que devo falar. E vai passar a ser assim o formato do meu blog. Espero que gostem. Foto duma caravela feita em areia. A caravela é um dos meus "símbolos" preferidos, representando, para mim, a aventura, o navegar rumo ao desconhecido, a coragem.

É difícil crescer. Digo isto porque o sei, de experiência própria, e porque muitos de vocês também já passaram pelas fases do crescimento, como seres humanos que são. Mas a dificuldade vem, a maior parte das vezes, do factor psicológico. A idade muda, o corpo muda, a mentalidade muda, os interesses mudam. A cada fase da nossa vida é nos dada cada vez mais e mais responsabilidade sobre os nossos actos, e é pedido de nós cada vez mais tarefas, e mais complexas. Há quem se adapte a isso facilmente, há quem tenha mais dificuldade. Quando somos crianças, a vida é só brincadeira (tirando a hora de fazer os trabalhos de casa). Muitas vezes olhamos para trás e pensamos como eramos felizes na altura.

Chega a adolescência. O interesse pela brincadeira, ou, pelo menos, o mesmo tipo de brincadeiras, é completamente diferente. Começa o crescimento físico mais acentuado, as hormonas começam a "fervilhar" dentro de nós, começa a aparecer o interesse sexual. Nesta idade a mentalidade muda bastante. Começamos a definir a nossa própria personalidade, começamo-nos a aperceber que nos é já requerido um certo grau de independência. É nesta fase que surgem algumas dificuldades, pois nem sempre é fácil adaptarmo-nos a uma vida planeada em tudo para nós, para uma vida em que temos que ser nós a planear uma parte dela. Há muita gente que tem bastante dificuldade com isto, não consegue lidar com a pressão que lhes é posta pelos pais, pelos colegas e amigos, pela sociedade em que vivemos.

Depois vem a passagem para a idade adulta. Nesta idade é nos requerido um grau de total independência. Passamos a ser responsáveis pelos nossos próprios actos, pela construção da nossa vida e do nosso futuro. Esta é, talvez, a fase mais problemática do nosso crescimento como ser humano. Sim, já nos era exigida alguma independência na adolescência, mas sempre que algo corria mal, havia quem nos socorresse, quem se responsabiliza-se por nós. Tinhamos sempre um futuro à nossa espera, já minimamente planeado. Na idade adulta é diferente. Sim, temos quem nos ajude quando estamos em problemas, mas não é a mesma coisa. Há sempre problemas que só nós podemos resolver. Começa-se a dar mais importância a sentimentos, ao nosso percurso académico/profissional, ao nosso futuro. A dificuldade nisto advém quando este tipo de coisas nos corre mal, e nos sentimos desamparados e sem futuro. Estar a tirar um curso superior, e este correr-nos mal, faz-nos pensar no que poderá ser de nós se não o conseguirmos completar, que futuro será o nosso, senão um de infelicidade. O mesmo a nível sentimental. Tudo bem para aqueles que têm alguém com quem partilhar o seu amor e afecto. Mas e aqueles que não têm? Sentem-se na mesma desamparados, sozinhos, com muito para dar e ninguém disposto a receber. E depois vem, novamente, o medo do futuro. O medo de passar uma vida "sozinho", sem ninguém com quem partilhar tudo aquilo que se tem para dar.

É difícil crescer, para uns mais, para outros menos. Podemos por vezes ver pessoas que não têm nenhuma dificuldade neste processo, pois, felizmente, tudo lhes corre bem. E olhamos para nós, vemos como, por vezes, as coisas nos correm mal, e pensamos que isso se pode dever ao facto de sermos mais fracos, ou inferiores. Uma estupidez. Li recentemente numa revista uma frase muito interessante, dita por uma pessoa mencionada na Bíblia, São Paulo, que diz "Quando sou fraco, aí é que sou forte". E é verdade. A verdadeira força duma pessoa encontra-se nos momentos maus, nos momentos difíceis do nosso crescimento, quando nos achamos sem futuro. Não são fortes aqueles que não sofrem estas incertezas e dissabores. São fortes sim aqueles que as sofrem e as superam. E depois de superarem, acreditem que a vida vos dará um futuro brilhante! Não desistam, nunca!

Cumprimentos a todos os "fortes" deste mundo.

Porque choras, coração?

Oura, 2008
Panasonic Lumix FX10


Porque choras, coração? O que se passa contigo? A vida não te corre bem? Conta-me lá, então...

Porque choras, coração? O trabalho não te corre bem? Maus resultados? Estás a pensar em desistir? Já pensaste que, o facto de o trabalho não te correr bem, quer dizer que, pelo menos, tens trabalho? Tens trabalho, recebes a tua recompensa por esse trabalho... Quanta gente gostaria de poder dizer isso, hoje em dia? Não desistas, meu amigo. Luta! Organiza uma estratégia para passares a ter bons resultados! Pede ajuda a quem te pode ajudar nisso! Vais ver que consegues! Força! Mas então diz-me lá...

Porque choras, coração? Amor? Pois... Amor é sempre um assunto complicado... Porque não depende só de ti, como sabes. E, como tal, não vale a pena dares-lhe assim tanta importância. Porquê sofrer em demasia por algo que não depende só de ti? Sobre o qual não podes fazer nada? Pois é... Custa... Dói... Dói quando se gosta de alguém mas esse alguém não gosta de ti... E por vezes gostam de pessoas que só lhes querem mal, mas, como já disse, que podes fazer? Pode parecer que essa pessoa, neste momento, seja como que a pessoa mais perfeita do mundo, mas, tu sabes, tão bem quanto eu, que isso é apenas aparência, uma ilusão que tu criaste. Existem muitas pessoas especiais no mundo, e dispostas a aproveitar o que essa pessoa perdeu. Porque sim, a maior perda é dela, não tua. Perdeu a oportunidade de viver uma relação que poderia ser única. Não chores mais, levanta a cabeça e segue em frente. Há mais pessoas especiais por aí, quem sabe até mesmo à procura de alguém como tu! Não desistas! Então...

Porque choras tu, coração? Gostavas de ter coisas que não tens? Sentes-te inferior porque achas que não tens os mesmos direitos que os outros? Então, coração, eu pergunto-te... Tens saúde? Já pensaste nos que estão doentes, alguns até mesmo à beira da morte? Como é que há pessoas doentes, com doenças terminais, que conseguem sorrir, e tu, cheio de saúde, não o fazes? Tens amigos? Já te apercebeste do dom único que é o facto de teres amigos? Pessoas que se preocupam contigo? Pessoas que te ajudam quando precisas? Já pensaste naquelas pessoas que não tem amigos? Aqueles que, por vezes, só conhecem pessoas que se aproveitam deles, e que os atraiçoam à primeira oportunidade? Tens uma família estável? Já pensaste naqueles que sofrem diariamente, porque a família deles não se entende, e que se encontra dividida nas suas pequenas "guerras"? Já imaginaste o quanto custará ter os alicerces da nossa felicidade, a nossa família, desentendida? Tens casa, comida e roupa? Já pensaste nos que vivem na rua, a apanhar chuva, que às vezes passam dias sem comer, sempre com a mesma roupa vestida ou, por vezes, quase sem roupa? Já pensaste na sorte que tens em teres tudo aquilo que tens? Uma casa onde viver, uma cama para dormir, várias refeições por dia, roupa para vestir? Pois é, meu amigo.

Por tudo isto coração, te digo: não desistas! A vida é uma aventura imensa, como aquelas das histórias que te contam em criança, em que os heróis tentam chegar à ilha do tesouro, mas até lá têm que enfrentar vários obstáculos e lutar! Os problemas pelos quais choras são nada mais nada menos, que esses obstáculos! E se tu não desistires, lutares, e seguires com a tua vida, e não vê-la passar, vais ver que tudo corre bem e que também tu, coração, chegarás à ilha do tesouro. Por isso, diz-me...

Porque ris, coração?

Até amanhã, Sol...

Castro Daire, 2007
Sharp GX 10



Ena! Encontrei mais uma fotografia tirada com o meu velhinho Sharp. Qualidade não é muita, nem a resolução, mas gosto dela. Foi no Verão, uma altura em que, infezlimente, há muitos incêndios naquela zona. Mas por enquanto, o meu pequeno paraíso continua a não ser afectado por tal desgraça.


Esta semana venho falar-vos duns posts que recomendo que leiam, da autoria dum amigo meu, cujo blog está nos Sites/Blogs Recomendados, à direita (Vampire Grave). Os dois últimos posts, que retratam muito bem alguns valores errados que a sociedade actual tenta incutir em nós. Vivemos hoje em dia numa sociedade que sobrevaloriza o físico, em que sentimentos e pensamentos são algo menor e desinteressante. Uma sociedade em que, quem não segue certos padrões, ou modas, ou não partilha de gostos semelhantes, é posto de parte, marginalizado, e muitas vezes alvo de chacota. E, com o medo de isso nos acontecer a nós, muitas vezes acabamos por seguir o ditado "Se não os consegues vencer, junta-te a eles", acabando nós por nos tornarmos naquilo que nos assustava. Mas, se formos a ver, todas essas pessoas que se "juntam a eles" são pessoas muito mais assustadas do que aquelas que se recusam a adoptar alguns dos valores mesquinhos da sociedade actual. E um dia, todas essas pessoas acabarão por dar conta do vazio que têm dentro deles e que, apesar de os outros gostarem deles assim, eles não gostam deles próprios. Porque é que havemos de mudar para que os outros gostem de nós? Porque é que não são os outros que têm de gostar de nós como somos, sem ligar a preconceitos ridículos? Bem, esta é a minha opinião, recomendo mesmo que vão ao blog do rapaz ler os artigos, que ele escreve bem melhor que eu.


Espero que gostem da foto, cumprimentos a todos e obrigado pela visita!

O calor do Sol num dia frio...

Castro Daire, 2008
Panasonic Lumix FX10


E, mais uma vez, o post semanal! Em primeiro lugar quero agradecer a todas as pessoas que têm visitado o blog e comentado, quer aqui, quer pessoalmente. É sempre bom saber que gostam das minhas fotografias.

Mais uma foto tirada por altura da Páscoa, apesar do aspecto solarengo, tava um frio que não se percebia. Realmente é vantajoso, para uma pessoa que gosta de tirar fotografias, ter uma Avó que mora mesmo ao pé dum pinhal no meio do monte. Nesta foto pode-se observar o contraste engraçado que existe nestes locais, entre o resultado do trabalho da natureza (os pinheiros, etc.) e o trabalho do Homem (as videiras, os pilares de granito e arames que as sustentam, a suposta terra cultivada, que por acaso agora está cheia de ervas daninhas).

Deixo-vos hoje também com um breve excerto duma conversa com uma pessoa, na qual disse algo que pronto, sem querer parecer convencido, até foi inspirado.

"'Então e vida? Tem-te sorrido?' 'Nem por isso. Mas a única coisa que eu posso fazer é sorrir-lhe. Pode ser que ela um dia me sorria de volta.'" (sim, eu disse uma coisa destas, não devia estar bom da cabeça). A verdade é que não é preciso investigar muito para verificarmos que isto é verdade. Temos que enfrentar todos os nossos problemas com um sorriso, sempre. É o único modo de os superarmos, para que depois possamos ver o "sorriso" da vida.

Cumprimentos a todos! Comentem e tal!

Soprar como o Adamastor...

Pêra, 2007
Panasonic Lumix FX10



E chegou a altura do post semanal. Esta foto foi tirada no FIESA 2007, uma exposição anual de esculturas na areia, que se realiza todos os Verões em Pêra, no Algarve. Esta foi uma das minhas esculturas preferidas, o famoso gigante Adamastor.


Adamastor, como é sabido, é um gigante da mitologia que, segundo a lenda, impedia os navegadores de dobrarem o Cabo da Boa Esperança e, como tal, entrarem no oceano Índico. A lenda deste gigante foi tornada ainda mais conhecida quando o grande poeta Português, Luís de Camões, contou o episódio em que Vasco da Gama enfrentou este temido gigante, que surgia numa tempestade e representava as forças da natureza a revoltarem-se contra aquele que ousou desafiá-las.


Nesta foto pode-se ver Adamastor a soprar. Suponho que fosse assim que ele criasse os ventos e tempestades que destruíam os navios dos aventureiros que o desafiavam. E que bom seria se, na nossa vida, as coisas, por vezes, funcionassem assim. Podermos retirar os problemas e o que é mau, o que nos atormenta e nos faz mal, nos "corrói", com um simples sopro, tal como fazia Adamastor com aqueles que o desafiavam. Seria tudo muito mais simples. Mas rápido também se chega à conclusão de que, na vida, não devemos querer ser o Adamastor e soprar para fora o que está mal. Devemos sim seguir o exemplo do Vasco da Gama: ser corajoso, enfrentar o nosso medo, por mais forte que ele seja, e tentar resolver o que está mal, por mais difícil que possa parecer, porque, depois de vencido o "Adamastor" que nos atormenta, basta dobrar o Cabo da Boa Esperança e ver o oceano de coisas boas que a vida nos deu, e ainda está por descobrir.


Ok, este último parágrafo fugiu um pouco ao que me é habitual. Espero que gostem. Obrigado pela visita e cumprimentos a todos.

Quando a maré vaza...

Oura, 2008
Panasonic Lumix FX10


... aparecem imagens destas na praia da Oura. Pois é, de regresso das minhas mini férias por terras algarvias, e logo com um post com uma foto novinha. Boas mini férias, apesar de ter de estudar um bocado por lá, mas deu para descansar e encher a barriga de peixe grelhado e crepes com gelado. Nham!

Já faz uns anos que vou para esta zona do Algarve, e confesso que a pequena praia da Oura é uma das praias mais, digamos, engraçadas que já vi. Alemães, ingleses, espanhóis, portugueses... há de tudo. Uma verdadeira praia internacional. Também gosto bastante das zonas rochosas que esta praia tem, embora a maior parte delas só possa mesmo ser explorada com a maré baixa. Mas mesmo assim, isso dá-nos bastante tempo para andar a passear por lá... Não convém é distrair-mo-nos nas horas.

Espero que gostem, cumprimentos para todos!

Céu em chamas

Castro Daire, 2007
Sharp GX10



Bem, quase duas semanas sem postar. Tenho andado um pouco ocupado, mas pronto, agora já tenho mais tempo..


Esta semana vai servir para mostrar uma foto que tirei com o meu primeiro telemóvel que dava para tirar fotos, ou seja, é pequena, a qualidade deixa algo a desejar, mas... É uma das melhores fotos que tirei, ou pelo menos o momento era (raios, porque é que eu não levo sempre a máquina atrás...). Acho que o efeito do sol a iluminar as nuvens criam a ilusão do céu estar como que, em chamas..


Foi tirada na Páscoa do ano de 2007, em Castro Daire, alguns minutos antes da visita pascal (bela da tradição ainda se cumpre por aqueles lados), quando o tempo decidiu dar tréguas para as pessoas que fazem essas mesmas visitas não terem de as fazer à chuva.


Mas depois de fotos como esta, já aprendi a andar com a máquina sempre atrás, portanto as próximas já vêm com boa qualidade.


Vou brevemente para fora numas mini-férias, espero tirar muitas fotos para depois pôr aqui. Estou a pensar em começar a estrear-me em fotografias de outras coisas sem ser paisagens, etc., a ver se me safo. Acho que está na hora de começar a visitar alguns monumentos!


Bem, cumprimentos a todos, e obrigado pela visita!

O Mar

Ericeira, 2007
Panasonic Lumix FX10


Ena! Chegou a altura do post semanal! Esta semana trago-vos mais um foto que tirei na Ericeira, e que é a minha preferida, muito sinceramente. A minha amiga Panasonic apanhou as cores muito bem, ficando a foto com um aspecto muito colorido.

Tenho de confessar que a inspiração para escrever aqui um texto grande, como nos outros posts, já não é muita, mas faz-se o que se pode. Parece que após uma semana chuvosa, lá vêm mais uns dias de sol, o que é bastante bom, que já ando com algumas saudades de tirar fotografias, mas com chuva... Nem por isso. Agora é mais arranjar algum tempo livre, no meio desta vida académica atribulada... Mas com boa vontade, arranja-se!

Queria desde já também chamar a atenção ao pessoal que aqui vem para os blogs que tenho na secção de recomendados, da autoria de amigos meus, vão lá dar uma espreitadela, pode ser que gostem.

Bem, e parece que até consegui escrever algum texto. Não está mal. Obrigado a todos pelas visitas, cumprimentos, e votos de uma boa semana.

Uma pequena doca num rio



Gaio-Rosário, 2008
Motorola V3XX



Esta semana apresento-vos uma foto tirada no Gaio-Rosário. Fui lá à uns tempos, num almoço com amigos da família, para o qual não levei a máquina fotográfica. Se soubesse que iria dar de caras com este local, de certeza que a teria trazido. Mas serve a ocasião para mostrar que o telemóvel até que dá para tirar umas belas fotos.

O Gaio-Rosário é uma localidade perto da Moita, recheada de casinhas pequenas, baixas e coloridas, ruas pequenas e estreitas, que dão a toda esta zona um ar muito engraçado e alegre. Esta localidade atrai muita gente devido a uma pequena praia fluvial, banhada pelo rio Tejo, que tem um pequeno jardim ao pé, bem como um belo café com uma esplanda virada para a praia. É um óptimo local para passar uma tarde agradável.

Para esta foto tive que esperar ainda um bom bocado, para ver se as pessoas que estavam na praia saiam, mas ainda bem que esperei, pois assim também consegui obter uma coloração fantástica do céu, devido ao pôr do sol. Gostei bastante desta paisagem, não só devido à "transição de cores" do céu, como disse um amigo meu, como também devido à pequena, chamemos-lhe, doca, que entra no rio vindo duma das pontas da praia.

Se algum dia forem à Moita, ou passarem lá perto, visitem este local. Muito bonito, não se vão arrepender.

Cumprimentos a todos.

Um passeio à beira-mar

Ericeira, 2007
Panasonic Lumix FX10


Bem, e cá estou novamente,a por aqui a foto desta semana. Antes demais, obrigado às pessoas que visitaram o meu blog, e a todas aquelas que me disseram para continuar, apoio moral é sempre importante!

Pois bem, esta foto foi tirada em Outubro, o meu mês preferido, vá-se lá saber porquê, que fica na minha estação do ano preferida também, o Outono. É, desculpem ser do contra, a maior parte das pessoas gosta da Primavera ou do Verão. Eu cá gosto do Outono, principalmente das cores. Não há nada mais engraçado do que andar na rua sob um chão forrado com uma "carpete" de folhas secas, amarelas e laranjas.

A foto foi tirada num passeio que fiz com a minha família à Ericeira. Confesso que nunca lá tinha ido, apesar de até nem ser muito longe (nunca fui muito de ir às praias da zona de Sintra). A verdade é que gostei bastante do sítio, da vista, das falésias que dividem toda aquela zona em várias praias pequeninas (algumas delas estavam com algumas pessoas lá que, sinceramente, gostava de saber como é que desceram lá para baixo). Um local que me surpreendeu, e como tal, carregar no botão e toca a tirar umas fotografias para mais tarde recordar. Espero que esteja a vosso gosto.

Despeço-me então, com os meus melhores cumprimentos! Obrigado pelo apoio, mais uma vez!

Montes solitários

Castro Daire, 2008
Panasonic Lumix FX10


E é com esta foto, tirada recentemente nas minhas pequeníssimas férias da Páscoa que inicio a minha "carreira" de blogger.

Um dos meus hobbies preferidos e que, infelizmente, não tenho muito tempo para o praticar, é a fotografia, principalmente paisagística. Desde pequeno, quando me ofereceram a minha primeira máquina fotográfica, que fui, aos poucos, ganhando o gosto pela coisa... Se bem que ao início, bem... digamos que as fotos não eram das melhores... Mas com prática tudo se consegue, e posso dizer que, actualmente, safo-me bastante bem a tirar fotografias (se não me safo, então reclamem com as pessoas que as vão elogiando). Mas como, pelo menos para mim, não faz sentido tirar fotografias para ficarem guardadas nalgum recanto mais obscuro do meu computador ou de um àlbum fotográfico, decidi partilhar algumas das fotos que vou tirando... Momentos em que a sorte me fez apanhar locais em que as condições de luz, o tempo, entre outros factores, estiveram perfeitos durante um breve momento, momentos esses, por vezes, raros, mas que podemos torná-los duradouros com uma boa fotografia.

Bem, após um discurso inicial, a ser julgado por vós, uma breve descrição da foto. Após um dia chuvoso, as nuvens lá decidiram afastar-se devagarinho, deixando o Sol mostrar-se por algumas abertas que coloriam os montes, deixando tudo o resto no mesmo cinza, típico de um dia chuvoso. Castro Daire é uma vila do distrito de Viseu, que é rodeada por algumas das paisagens mais bonitas que já visitei. Uma zona bastante montanhosa, que fica bastante perto da Serra de Montemuro, são estes montes, cobertos, na sua maioria, por pinheiros, eucaliptos, etc., "salpicados" com pequenas aldeias, normalmente mais abaixo, perto do Rio Paiva, e também algumas casas solitárias no seu topo, onde mora gente que apenas quer ter uma vida tranquila (sem vizinhos a fazer barulho, suponho); que dão a toda esta zona uma beleza que não se encontra em muitos sítios.